Meteorologia

  • 27 FEVEREIRO 2021
Tempo
15º
MIN 12º MÁX 19º

Edição

Futuro secretário de Estado de Joe Biden promete "revigorar alianças"

Os Estados Unidos querem "revigorar as suas alianças", que foram maltratadas pelo Presidente cessante, Donald Trump, a fim de "conter os principais adversários" de Washington, defendeu hoje o futuro chefe da diplomacia, Antony Blinken.

Futuro secretário de Estado de Joe Biden promete "revigorar alianças"
Notícias ao Minuto

12:41 - 19/01/21 por Lusa

Mundo EUA

"Temos de revigorar as nossas alianças fundamentais, que funcionam como multiplicadores da nossa influência em todo o mundo. Juntos, estaremos numa posição muito melhor para enfrentar as ameaças representadas pela Rússia, Irão e Coreia do Norte e para defender a democracia e os direitos humanos", deverá afirmar, na abertura da sua audiência no Senado, segundo um texto divulgado pela equipa do secretário de Estado nomeado por Joe Biden, que toma posse quarta-feira como Presidente.

Os senadores vão interrogá-lo hoje à tarde e deverão votar, nos próximos dias, a sua indicação para secretário de Estado.

Reaproximar dos aliados, especialmente dos europeus, abalados por quatro anos da administração Trump é uma das principais prioridades da política externa do futuro Presidente, Joe Biden.

Outra das prioridades é demonstrar que os Estados Unidos da América "estão de volta" ao cenário internacional e aos círculos multilaterais, rompendo com a visão nacionalista e unilateralista do bilionário republicano.

"A liderança dos Estados Unidos ainda conta", pretende sublinhar Antony Blinken.

"Se não estivermos na linha de frente, das duas uma: ou outro país está a tentar ocupar o nosso lugar, provavelmente não de forma a promover os nossos interesses ou valores; ou nenhum país está [a ocupar a liderança] e isso é o caos", explica, retomando um argumento várias vezes defendido pelo democrata Joe Biden, que será investido como Presidente na quarta-feira.

O futuro chefe da diplomacia norte-americana deverá ainda defender "a necessidade de ter humildade" -- já que o país "tem trabalho a fazer em casa para melhorar a imagem no estrangeiro".

"Nenhum dos grandes desafios que enfrentamos pode ser resolvido por um país sozinho, mesmo um tão poderoso quanto os Estados Unidos", considera.

Ainda assim, acrescenta Blinken, é preciso agir "com confiança, porque a América, quando expressa o melhor de si mesma, está mais bem posicionada do que qualquer país para mobilizar outros em nome do bem comum".

"Guiados por estes princípios, podemos ultrapassar a crise de Covid, o maior desafio partilhado desde a Segunda Guerra Mundial", e "enfrentar a ameaça existencial que as alterações climáticas representam", insistiu.

"Guiados por estes princípios, podemos ultrapassar a crise da Covid-19, o maior desafio partilhado desde a Segunda Guerra Mundial", e "enfrentar a ameaça existencial que as alterações climáticas representam", considera.

Antony Blinken, de 58 anos, que há muito aconselha Joe Biden sobre política externa e foi o número dois da diplomacia norte-americana durante a administração do Presidente Barack Obama, deverá também prometer restaurar a confiança no departamento de Estado, um ministério extenso cuja gestão de Mike Pompeo foi diversas vezes criticada pelos próprios funcionários.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório