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ONU estima que subnutrição grave afete 7,2 milhões no Sudão do Sul

Pelo menos 7,2 milhões de sul-sudaneses irão sofrer de subnutrição grave até meados de 2021, quase 60% da população, estima um relatório conjunto da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Governo do Sudão do Sul.

ONU estima que subnutrição grave afete 7,2 milhões no Sudão do Sul

Cerca de 1,4 milhões de crianças do Sudão do Sul, país devastado por décadas de conflito, sofrerá de subnutrição severa em 2021 e necessitará de tratamento para sobreviver, de acordo com o relatório.

"A situação da segurança alimentar e nutricional deteriorou-se", disse Isaiah Chol Aruai, presidente do Gabinete Nacional de Estatística em Juba, durante a apresentação do documento.

"Isto deve-se a bolsas de insegurança que levaram ao deslocamento de pessoas e à redução das colheitas devido a choques climáticos, como inundações e secas", bem como ao impacto da pandemia de covid-19, à crise económica, a uma invasão de gafanhotos e a uma assistência humanitária "inadequada", acrescentou.

O relatório, preparado com o apoio da ONU, baseia-se no índice IPC (Integrated Food Security Classification Framework), que inclui cinco níveis para avaliar a gravidade da situação: mínima, sob pressão, crise, emergência e fome.

A última avaliação estima que cerca de 5,8 milhões de pessoas estarão em risco de "crise" alimentar (nível 3, grande défice alimentar e subnutrição aguda) entre dezembro de 2020 e março de 2021, e prevê que este número aumente para 7,2 milhões até julho.

"Este é o número mais elevado desde que o Sudão do Sul declarou a independência, em 2011, disse a diretora adjunta do Programa Alimentar Mundial (PAM) no país, Makena Walker, acrescentando que este valor é 5% mais elevado do que no ano anterior.

Milhares de pessoas estão em risco de fome na região de Pibor (no leste), de acordo com o relatório, o que coloca algumas áreas da região no nível mais alto do índice do IPC.

O representante das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Meshack Malo, apelou às partes em conflito para que permitam o acesso humanitário a Pibor "para evitar que uma situação já terrível se transforme num verdadeiro desastre".

Aruai apelou a um rápido aumento da assistência humanitária "para salvar vidas e evitar um colapso total dos meios de subsistência" da população, particularmente nas áreas mais afetadas.

Apenas dois anos após a independência, ganha à custa de décadas de conflito sangrento com o Governo do Sudão, o Sudão do Sul mergulhou, no final de 2013, em seis anos de guerra civil da qual tem lutado para recuperar desde a formação de um governo de unidade nacional em fevereiro.

Apesar do acordo de paz alcançado, o país continua a ser afetado por numerosos e violentos conflitos étnicos.

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