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ONU regista quase 7.000 violações dos direitos humanos na RDCongo

Quase 7.000 violações dos direitos humanos foram registadas de janeiro a outubro na República Democrática do Congo, um "aumento de 35%" em comparação com o mesmo período em 2019, disse hoje o gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

ONU regista quase 7.000 violações dos direitos humanos na RDCongo
Notícias ao Minuto

17:27 - 09/12/20 por Lusa

Mundo RDCongo

"De janeiro a outubro de 2020, o gabinete documentou 6.858 violações e abusos dos direitos humanos em todo o país, um aumento de 35% face ao mesmo período em 2019", revela um relatório daquele organismo.

De acordo com as Nações Unidas (ONU), este aumento pode ser explicado em particular pela "intensificação das atividades dos grupos armados nas províncias afetadas por conflitos, particularmente Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Tanganica".

Segundo o relatório, metade das violações documentadas ocorreram na província do Kivu Norte, "onde pelo menos 948 civis foram mortos - incluindo 218 mulheres e 63 crianças - e 701 feridos, dos quais 104 mulheres e 46 crianças.

A região oriental da RDCongo é afetada por conflitos violentos há quase 30 anos e dezenas de grupos armados nacionais e estrangeiros ainda estão ativos nesta parte do país.

"Os agentes do Estado foram responsáveis por 41% das violações documentadas, e os grupos armados por 59%", disse a agência da ONU.

O gabinete também registou sinais preocupantes de "restrições à liberdade de opinião e de expressão" na RDCongo "enquanto que em 2019 tinham sido feitos progressos na área do espaço democrático", disse o seu diretor, Aziz Abdoul Thioye, numa conferência de imprensa.

De janeiro a outubro de 2020, foram documentadas "890 violações dos direitos humanos relacionadas com o espaço democrático, o que representa um aumento de 14% em comparação com as 778 violações documentadas durante o mesmo período em 2019".

Cerca de 40% destas violações foram cometidas por agentes da Polícia Nacional congolesa.

As tensões políticas na RDCongo agravara-se nos últimos dias, terminando na segunda e terça-feira com incidentes violentos dentro do edifício do parlamento, onde apoiantes do Presidente Tshisekedi e os do seu antecessor, Joseph Kabila, se confrontaram.

Na terça-feira, as Nações Unidas condenaram "veementemente", através da rede social Twitter, "a violência dentro e à volta do Palácio do Povo, que é incompatível com as exigências de uma sociedade democrática".

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