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Milhares de manifestantes na Moldávia em apoio à presidente pró-UE

Milhares de manifestantes concentraram-se hoje frente ao parlamento da Moldávia quando os deputados leais ao presidente cessante pró-russo votaram uma lei para privar a sua sucessora pró-ocidental de um poder decisivo.

Milhares de manifestantes na Moldávia em apoio à presidente pró-UE
Notícias ao Minuto

15:57 - 03/12/20 por Lusa

Mundo Moldávia

A medida, destinada a impedir a atual Presidente da antiga república soviética de garantir o controlo da segurança do Estado, foi apresentada pelos socialistas, no poder, e aprovado por 51 votos a favor num hemiciclo com 101 lugares.

No decurso da concentração ocorreram escaramuças entre deputados pró-Governo e da oposição, após a maioria socialista do parlamento ter aprovado sem debate o orçamento de Estado para 2021, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).

A curta margem de votos reflete a profunda divisão política entre os campos pró-russo e pró-ocidental num dos mais pobres países da Europa. Situado entre a Roménia e a Ucrânia, o pequeno país permanece uma área de disputa estratégica entre o ocidente e a Rússia desde a sua declaração de independência após a desintegração da União Soviética em 1991.

A Presidente eleita, Maia Sandu, uma reformista pró-União Europeia que em novembro derrotou na segunda volta das presidenciais o opositor socialista Igor Dodon, prometeu a introdução de reformas e acelerar o processo de integração na UE.

Dodon mantém estreitas relações com a Rússia que se prolongam desde a era soviética, e era o favorito do Presidente russo Vladimir Putin. A decisão destinada a impedir Sandu de ter o controlo da segurança do Estado é encarada como uma tentativa de preservar a sua influência apesar da derrota eleitoral.

Ao dirigir-se hoje aos seus apoiantes, Sandu apelou a eleições legislativas antecipadas destinadas a afastar do poder o atual Governo que designou de "corrupto".

"Juntamo-nos aqui hoje para defender a nossa democracia, o direito a termos um país livre de corrupção, sem pobreza, um país onde a justiça deverá prevalecer", disse Sandu.

"As pessoas estão a morrer nos hospitais e não existem medicamentos, as pessoas não têm comida, e a maioria parlamentar empenha-se em diminuir os poderes presidenciais", justificou.

A frágil economia moldava registou um agravamento devido à crise pandémica do novo coronavírus. Até ao momento, o país de 3,5 milhões de habitantes registou mais de 100.000 casos positivos e perto de 2.000 mortos.

Em 2004, quando era dirigida por uma coligação pró-ocidental, a Moldávia assinou um acordo sobre o reforço dos laços políticos e económicos com a UE, agora um bloco de 27 países. No entanto, Bruxelas tem manifestado crescentes críticas face aos escassos progressos nas reformas exigidas.

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