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Borrell quer "unidade política" para mudar situação no Mediterrâneo

O alto representante para a Política Externa da União Europeia, Josep Borrell, pediu hoje "unidade política" para mudar a situação no Mediterrâneo, advertindo que está pior do que há 25 anos quando foi lançado o Processo de Barcelona.

Borrell quer "unidade política" para mudar situação no Mediterrâneo

"Hoje a região do Mediterrâneo vê que as suas desigualdades não só não diminuíram como aumentaram (...) e conflitos como os do Médio Oriente também aumentaram", disse Borrell na abertura do 5.º Fórum Regional da União para o Mediterrâneo (UpM).

A reunião é ocasião para um balanço do que foi alcançado durante um quarto de século de diálogo e cooperação no âmbito do Processo de Barcelona, bem como para refletir sobre o futuro da Parceria Euro-Mediterrânica.

Borrell pediu "unidade política e cooperação franca, decisiva e honesta" para alterar a situação, considerando que "se as estratégias e dinâmicas não mudam, nada mudará por si só".

A propósito do "fosso de desigualdade" entre as duas margens do Mediterrâneo, o também vice-presidente da Comissão Europeia referiu que "a região (...) é a menos integrada economicamente do mundo", adiantando que nos países do Magrebe o intercâmbio comercial não chega aos 5%.

"A riqueza no sul do Mediterrâneo é 13 vezes menor que na Europa", disse ainda.

Assinalando que a pandemia da covid-19 "prejudicou ainda mais as economias do Médio Oriente e do Norte de África", o chefe da diplomacia europeia afirmou: "Temos de reverter tudo isto, pelo bem da futura geração".

O rei Felipe VI, por seu turno, pediu "corresponsabilidade" e "objetivos claros" aos países da região, que concordou estar numa situação "complexa e difícil", "com diversos conflitos e tensões (...), crescentes desequilíbrios económicos e sociais e preocupantes fraturas culturais, que ameaçam por em risco a essência do projeto euro-mediterrânico".

Apesar das circunstâncias, às quais acrescentou a emergência sanitária da covid-19, Filipe VI apelou a que não se ceda ao "desânimo" e que se desenvolva entre todos os países uma "política euro-mediterrânica renovada e ativa, adaptada aos desafios e oportunidades atuais".

Na abertura do fórum, a decorrer em formato virtual, intervieram também a ministra dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação de Espanha, Arancha González Laya, o secretário-geral da UpM, o egípcio Nasser Kamel.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, representa Portugal, participando por via telemática.

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