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Operação policial conjunta de El Salvador e EUA culmina com 572 detidos

Uma operação conjunta das forças de segurança de El Salvador com os Estados Unidos culminou com a detenção de 572 pessoas, a maioria delas membros de gangues, indicou hoje a Procuradoria-Geral da República salvadorenha.

Operação policial conjunta de El Salvador e EUA culmina com 572 detidos

Segundo a PGR local, foram emitidas 1.152 ordens de detenção contra membros de gangues ligados ao tráfico de drogas e de pessoas, homicídios e extorsões, tendo sido detidas 572 na "Operação Escudo Regional", envolvendo forças policiais dos países do Triângulo do Norte (El Salvador, Honduras e Guatemala) e os Estados Unidos.

"Esta é a quarta fase da operação, em que se realizaram rusgas simultâneas, em que os países do Triângulo do Norte têm sempre participado nas três fases anteriores", entre 2017 e 2018, acrescentou a PGR de El Salvador.

Por seu lado, a Polícia Nacional Civil (PNC) reportou 230 detenções, no quadro do projeto de segurança governamental "Novembro 2", o Plano de Controlo Territorial.

Segundo reporta a agência noticiosa espanhola EFE, não está claro que a operação efetuada pela polícia civil seja a mesma realizada pelo Ministério Público, já que as fontes não o referem.

O Presidente de El Salvador, Nayib Bukele, está em litígio com o Procurador-Geral da República salvadorenho, Raul Melara, desde que a PGR pediu para retirar a imunidade constitucional ao diretor da Polícia Nacional Civil e vice-ministro da Segurança, Mauricio Arriaza, no âmbito de um processo na justiça.

A Assembleia Legislativa (Parlamento) deu "luz verde" ao processo de ilegalidade e constituiu uma comissão que decidirá sobre a existência de elementos para votar a retirada da imunidade para que Arriaza possa ser julgado pelas acusações de violação de deveres e fraude processual.

O processo aconteceu depois que Arriaza se ter recusado a levar os ministros da Saúde, Francisco Alabí, e da Fazenda, Alejandro Zelaya, a uma comissão legislativa que investigava o uso de fundos públicos para atender à pandemia.

As comissões especiais têm o poder de ordenar à Polícia que traga perante si funcionários que se recusem a comparecer.

El Salvador é palco da ação violenta de gangues como o Mara Salvatrucha (MS13) e das fações Revolucionários e Sulistas do Bairro 18, grupos que possuem mais de 600 células e cujas receitas são oriundas sobretudo de extorsões e do tráfico de droga.

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