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Bruxelas propõe quadro para melhorar conhecimento de ameaças híbridas

O Centro Comum de Investigação (CCI) da Comissão Europeia propôs hoje um novo quadro conceptual para as ameaças híbridas à segurança na União Europeia (UE), para aumentar a resiliência face a estas ameaças e melhorar o seu conhecimento.

Bruxelas propõe quadro para melhorar conhecimento de ameaças híbridas

"O quadro conceptual procura facilitar a deteção precoce de ameaças híbridas, a identificação de lacunas nas respostas e o desenvolvimento de medidas eficazes para responder a este fenómeno complexo", refere o CCI em nota de imprensa.

Sublinhando que, ainda que o assunto esteja "no topo da agenda política", o seu conhecimento continua "limitado" a "formas conhecidas de interferências", tais como a "desinformação ou o terrorismo", o CCI refere que o quadro conceptual procura "descrever as componentes das ameaças híbridas em termos de atores e os seus objetivos, as ferramentas [que são utilizadas], as áreas que podem ficar comprometidas assim como as [suas] diferentes fases de ação".

O CCI apela também a que seja feita uma "abordagem conjunta da sociedade", que envolva "atores civis, militares e políticos", para se chegar a uma "resposta eficaz às ameaças híbridas" à segurança.

Durante o lançamento do novo quadro conceptual, a comissária com a pasta da Investigação, Mariya Gabriel, realçou que a UE tem "as capacidades e os conhecimentos" para lidar com as ameaças híbridas, mas é necessário um conhecimento mais "profundo" para "desenhar uma resposta eficaz".

"É do nosso interesse que fundamentemos as nossas políticas com a ciência: o enquadramento conceptual é uma parte instrumental nesse processo. Fornece uma descrição compreensiva das ameaças híbridas, dos seus atores e dos instrumentos que podem ser utilizados contra os países da UE", referiu Mariya Gabriel.

O CCI caracteriza as ameaças híbridas como uma "ação coordenada conduzida por Estados hostis ou atores não estatais, com o objetivo deliberado de minar ou prejudicar um Estado democrático", e que podem ir desde campanhas de desinformação, a ataques cibernéticos ou interferências eleitorais.

O quadro hoje apresentado foi desenvolvido pelo CCI em conjunto com o Centro Europeu de Excelência para o Combate às Ameaças Híbridas.

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