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Conselho de Segurança mantém reunião sobre Etiópia apesar de desacordo

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar hoje uma reunião à porta fechada para analisar os conflitos em Tigray, na Etiópia, por iniciativa dos seus membros europeus, apesar de os africanos terem retirado o pedido.

Conselho de Segurança mantém reunião sobre Etiópia apesar de desacordo
Notícias ao Minuto

17:19 - 24/11/20 por Lusa

Mundo ONU

Segundo a agência France-Presse (AFP), que cita fontes diplomáticas, na noite de segunda-feira, África do Sul -- atual presidente da União Africana --, Níger, Tunísia e São Vicente e Granadinas, quatro membros não permanentes do Conselho de Segurança, tinham convocado uma reunião para abordar os conflitos iniciados em 04 de novembro.

No entanto, na manhã de hoje, o pedido africano foi retirado porque "os enviados [africanos] escolhidos ainda não tinham visitado a Etiópia", segundo um diplomata africano.

"É necessário dar mais tempo aos esforços regionais", apontou o diplomata.

Pouco tempo depois, os membros europeus do Conselho de Segurança -- Bélgica, Alemanha, França, Estónia e Reino Unido --, com o apoio dos Estados Unidos da América, anunciaram que a reunião, virtual e à porta fechada, teria lugar a meio do dia.

"Os países africanos dizem 'soluções africanas para os problemas africanos'. Isto é algo que temos de respeitar, mas até certo ponto", defendeu um diplomata europeu citado também pela AFP.

O mesmo diplomata acrescentou que é necessário colocar o caso etíope "na ordem do dia, mesmo que isso não agrade aos africanos".

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, lançou em 04 de novembro uma operação militar na região de Tigray, após meses de tensão crescente com as autoridades regionais da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF, na sigla em inglês).

Desde então, a região tem sido palco de ofensivas militares por ambas as partes, com o disparo de foguetes e de incursões para a captura de cidades.

Estima-se que mais de 40 mil pessoas tenham abandonado a região em direção ao Sudão.

A situação leva vários Estados a temer uma desestabilização da região.

Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou para a "abertura de corredores humanitários" de modo a que se preste assistência à população em Tigray.

Guterres lamentou também a recusa das autoridades etíopes em aceitar mediação internacional.

No mesmo dia, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, apontou que cerca de 2,3 milhões de crianças necessitam de ajuda humanitária em Tigray.

Segundo o representante especial da Unicef no Sudão, Abdullah Fadil, as crianças e jovens até aos 18 anos representam cerca de 45% dos refugiados que têm fugido nos últimos dias da Etiópia para o Sudão.

A reunião do Conselho de Segurança realiza-se depois de o presidente da região separatista, Debretsion Gebremichael, ter dito que o seu povo estava "pronto a morrer", reagindo ao ultimato de 72 horas, lançado por Abiy Ahmed, para que os líderes regionais se rendessem.

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