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Argélia deteve 'jihadista' libertado em outubro pelo Mali

Um 'jihadista' que integrava um grupo de 200 prisioneiros libertados em outubro pelo Governo do Mali, em troca de vários reféns, foi detido na segunda-feira no sul da Argélia, anunciou hoje o Ministério da Defesa argelino.

Argélia deteve 'jihadista' libertado em outubro pelo Mali
Notícias ao Minuto

20:21 - 18/11/20 por Lusa

Mundo Argélia

"Os serviços especializados do Ministério da Defesa Nacional apreenderam o terrorista El Hocine Ould Amar Ould Maghnia" na segunda-feira, em Timiaouine, perto de Tamanrasset, anunciou o departamento governamental num comunicado citado pela agência France-Presse.

O Ministério da Defesa argelino acrescentou que "o criminoso de 32 anos foi preso após o controlo meticuloso dos seus movimentos duvidosos assim que entrou no país".

Conhecido como "Maïs", Ould Maghnia foi um dos presos libertados pelo Governo maliano em outubro.

O Ministério da Defesa da Argélia condenou o que considerou ser "o pagamento de um grande resgate em benefício de grupos terroristas em troca da libertação de três reféns", criticando "práticas duvidosas, contrárias às resoluções da ONU, que criminalizam o pagamento de resgates a grupos terroristas".

"Maïs" é o segundo dos 'jihadistas' libertados pelo Mali detido na Argélia.

No final de outubro, as autoridades argelinas detiveram um dos outros prisioneiros libertados sob as mesmas condições em Tlemcen, no noroeste do país, tendo então censurado as "práticas inaceitáveis" do Mali que "entravam os esforços de combate ao terrorismo".

A libertação dos 200 prisioneiros foi negociada pelas autoridades do Mali com um grupo 'jihadista' combatido há vários anos por França.

As autoridades francesas têm uma força 'anti-jihad' de cinco mil pessoas no Sahel, em particular no Mali.

Como líder da mediação internacional do Mali, a Argélia pretende ressuscitar o acordo de paz de 2015, entre Bamako, grupos armados pró-governamentais e a Coordenação dos Movimentos de Azawad, uma antiga rebelião pró-independência, liderada por tuaregues do norte do país.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 4.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em 2019 no Mali, Burkina Faso e Níger, tendo o número de pessoas deslocadas aumentado 10 vezes, ficando próximo de um milhão.

Portugal tem no Mali 74 militares integrados em missões da ONU e da União Europeia.

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