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Vítimas civis no Afeganistão caíram para 5.939, nº mais baixo desde 2012

O conflito armado no Afeganistão causou 5.939 vítimas civis durante os primeiros nove meses de 2020, 30% menos que no mesmo período do ano anterior e o menor número desde 2012, informou hoje a ONU.

Vítimas civis no Afeganistão caíram para 5.939, nº mais baixo desde 2012

O último relatório trimestral da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) documentou 5.939 vítimas civis no total, com 2.117 mortos e 3.822 feridos, entre 01 de janeiro e 30 de setembro deste ano.

"Embora o número de vítimas civis documentado seja o mais baixo dos primeiros nove meses de qualquer ano desde 2012, os danos causados à população civil continuam a ser desmedidos e impactantes", pode ler-se no documento.

Segundo a informação documentada, mais de quatro em cada 10 vítimas civis correspondem à população mais vulnerável: 31% das vítimas foram crianças e 13% mulheres.

A UNAMA expressou a sua "preocupação" porque no período entre 12 e 30 de setembro, que corresponde ao início das negociações de paz entre o Governo afegão e os talibãs em Doha, "não houve redução no número documentado de vítimas civis" em comparação com as semanas anteriores.

A missão da ONU demonstrou também inquietação crescente com a ofensiva dos talibãs contra a cidade de Lashkargah, capital da província de Helmand, no sul, bem como vários ataques indiscriminados em várias províncias nos quais perderam a vida e ficaram feridos mais de 400 civis.

"As negociações precisam de mais tempo para ajudar e conseguir a paz. Mas todas as partes podem priorizar imediatamente as discussões e tomar medidas adicionais urgentes para impedir o terrível dano a civis", afirmou a representante do secretário-geral para o Afeganistão, Deborah Lyons.

Os dados do relatório mostraram que os grupos insurgentes foram responsáveis por 58% dos danos a civis e, em concreto, 45% deles foram causados por talibãs, um número menor do que em outros anos, em parte devido à redução no número de feridos em ataques suicidas e confrontos terrestres.

Cerca de 28% das vítimas foram atribuídas a forças pró-governo, número também menor devido à queda nos ataques aéreos militares desde março, enquanto 14% das vítimas não foram atribuídas a nenhum das partes envolvidas, já que foram causadas por fogo cruzado.

Os confrontos terrestres, principalmente entre os talibãs e as forças de segurança nacional afegãs, causaram mais de um terço de todas as vítimas civis, seguidos por dispositivos explosivos suicidas e não suicidas (29%), assassínios seletivos (16%) e ataques aéreos (8%).

Em suma, a UNAMA reiterou que as partes no conflito "podem e devem" fazer mais para proteger a vida dos civis, revendo as práticas com urgência e trabalhando para pôr termo aos combates.

O Governo de Cabul e os talibãs começaram as reuniões preliminares para negociações de paz em meados de setembro.

No entanto, após semanas de reuniões, não chegaram a um acordo sobre as regras para o desenvolvimento de um diálogo que procura pôr fim a quase duas décadas de guerra.

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