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Sucesso de negócios e preço de remédios justificam 'Mulheres por Tump'

Promessas de preços mais baixos para os medicamentos e mais dinheiro a entrar nos negócios familiares são o que faz uma família da Pensilvânia, Estados Unidos, apoiar a reeleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos.

Sucesso de negócios e preço de remédios justificam 'Mulheres por Tump'

No centro do estado de Pensilvânia, em Altoona, a Lusa conversou com duas jovens que se encontravam na tenda de 'Mulheres Por Trump', rodeada de bandeiras, cartazes e sinais em apoio do candidato do partido Republicano e com mesas com todo o tipo de produtos de 'merchandising', com o nome e a cara de Donald Trump, como máscaras, camisolas, bandeiras e outros objetos.

Leonne Duteil, de 21 anos, começou por dizer à Lusa que ficou sem trabalho por causa do coronavírus, mas que tem expectativas de mais emprego no futuro, elogiando a presidência de Donald Trump.

"Sei que desde que Trump está na presidência tem havido mais dinheiro na minha família e mais oportunidades de emprego", disse Leonne, que vem de uma família proprietária de um negócio de comércio de fogos-de-artifício e de uma loja de dispositivos áudio na Pensilvânia.

O condado de Blair, que inclui a cidade de Altoona, tem uma maioria de eleitores registados pelo partido Republicano, que representam 60% dos quase 80 mil eleitores e mais do dobro do que os eleitores registados pelo Partido Democrata.

Menos de 10% dos eleitores deste condado não tem afiliação política.

"O meu pai é proprietário de dois negócios, mas só abriu o segundo negócio depois de Trump ser Presidente e isso tem-nos ajudado muito", disse Leonne, que se declarou republicana e apoiante de Donald Trump.

Entre as prioridades de Leonne para o futuro estão o emprego e a família "não ter de pagar mais do que o essencial" para dar medicamentos ao irmão, que é diabético e tem de tomar insulina.

Leonne explicou que "Trump quer baixar o preço" da insulina: "O porco é muito barato e a insulina que os diabéticos usam vem dos porcos. [Trump] quer baixar o preço da insulina porque não custa muito produzir".

A jovem republicana disse que grande parte das poupanças da família é usada para manter o irmão vivo: "Pagamos tanto dinheiro pela insulina para mantê-lo [o irmão] vivo e não é justo".

A prima, Summer, também interveio: "É por causa da forma que as empresas farmacêuticas são autorizadas a manter monopólio nos negócios. [Trump] quer colocar mais companhias e reduzir impostos".

"É injusto para muitas pessoas que merecem e precisam dos medicamentos. Só porque estão doentes é muito injusto terem de pagar mais do que conseguem só para viver", defendeu Summer, que também tem 21 anos.

A jovem disse que vive numa cidade da Florida, no sul do país, mas veio apoiar a família e o avô, que é "um grande adepto de Donald Trump e da sua administração e tudo o que fizeram por este país".

"Eu não tenho nada contra Donald Trump, acho que ele é um bom homem, só não gosto da forma como fala às vezes, mas fora isso, eu apoio as decisões que ele tem tomado", disse Summer.

A família reúne-se todos os dias há quase dois meses naquele cruzamento de estradas de Altoona para abrir a tenda, mostrar o apoio por Donald Trump e convencer mais pessoas a votar no partido Republicano.

Metade do dinheiro ganho com a venda de produtos vai ser usado para pagar um painel publicitário numa outra intersecção da cidade, que ficará até à eleição de 3 de novembro, que vai ditar se Donald Trump vai ter um segundo mandato como Presidente dos Estados Unidos ou se cede o lugar a Joe Biden, candidato do Partido Democrata.

O estado de Pensilvânia, que na história recente tem feito mudanças de poder entre partido Republicano e Democrata, é considerado um "campo de batalha" e um "swing state" para esta eleição.

Segundo dados do Departamento do Estado da Pensilvânia, mais de 9,01 milhões de pessoas podem votar nesta região.

No total, em todo o estado que é maior do que Portugal, os eleitores registados pelo Partido Democrata, 4,2 milhões, ultrapassam os do Partido Republicano, que conta 3,5 milhões.

Um número a destacar é de 895.500 eleitores pensilvanianos que declaram ser independentes (sem afiliação política).

As eleições presidenciais nos EUA são decididas pelos votos no Colégio Eleitoral, constituído por 538 "grandes eleitores" dos 50 estados norte-americanos, que são obrigados a dar o voto ao candidato mais escolhido pelos cidadãos locais no ato eleitoral.

Devido à quantidade de habitantes, o estado de Pensilvânia é representado por 20 grandes eleitores, o que torna esta região numa prioridade para os candidatos presidenciais, que precisam de mais de 270 votos do Colégio Eleitoral para vencer as eleições.

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