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Eleições nos EUA: Os cães de guarda, o foguetão, e as leis do Alabama

Em Upper Elkton Road, num caminho rural no Alabama entre campos de algodão, uma autoestrada e um foguetão da NASA aguarda-se com "fé" a vitória de Donald Trump, enquanto os cães defendem a liberdade dos "cidadãos".

Eleições nos EUA: Os cães de guarda, o foguetão, e as leis do Alabama

"Aqui perto, em Huntsville, fazem-se componentes para os foguetões espaciais. Esta zona cresceu muito por causa dos projetos espaciais da NASA. Aqui gostamos de foguetões. E também gostamos de cães", disse à Lusa Francis Vincent, 77 anos, residente em Upper Elkton Road.

O local é surpreendente pelo número de cães de guarda, pela desconfiança dos moradores e pelo foguetão instalado no local visitado como um monumento.

Dos campos de algodão e das quintas rodeadas de árvores vê-se o Saturn 1B Rocket, de 68 metros de altura, usado nas missões espaciais não tripuladas do projeto Apolo e que foi colocado junto à estrada em 1979.

Além da agricultura, do outro lado da autoestrada interestadual 65 fica situado o principal centro de montagem de componentes de naves espaciais, planificado pelo cientista alemão Von Braun, o cientista do regime nazi que concebeu as bombas V1 e V2 e que depois da Segunda Guerra Mundial integrou a equipa da Agência Espacial norte-americana, que colocou "um Homem na Lua", em 1969.

"Nós gostamos de boas máquinas americanas e agora vem Joe Biden (candidato à presidência pelo Partido Democrata) a querer acabar com todo o nosso petróleo, com o nosso gás e com a nossa indústria automóvel e espacial e pôr toda a gente a guiar esses carros de ligar à parede. Já andam por aí alguns carros elétricos. Eu não me importo nada com essas coisas novas, mas na verdade não funcionam", disse Francis junto à na estrada onde está instalado o foguetão lunar.

Para a habitante de Elkmont não são apenas os carros elétricos, mas também os painéis solares que desconfia serem de "fabrico chinês".

"Agora puseram aí essas coisas para aquecer ou arrefecer as casas, mas na verdade esses painéis não servem para nada e ocupam muita terra de cultivo. Esse 'tolo' (Joe Biden) não percebe que há diesel e gasolina para pôr as coisas a funcionar?", questionou, acrescentando que também não aceita a proposta dos democratas sobre as armas de fogo.

"Uma das coisas que Joe Biden quer fazer se ganhar é tirar-nos as nossas armas, mas trata-se de um direito que nós temos. Eu ando sempre com uma arma e tenho espingardas em casa e pistolas automáticas também", disse visivelmente zangada.

"A minha irmã que está ali tem armas, é caçadora de veados. Ela até sai para o bosque e caça a própria comida. Já matou muitos veados. Era o que faltava tirarem-nos as armas", acrescentou frisando que mantém a "fé típica do Alabama" na reeleição do Presidente Dnald Trump, daqui a uma semana.

"Rezo todas as noites. Acredito profundamente que se Joe Biden ganhar o nosso país vai ser destruído porque ele vai vender-nos, tal como Obama nos vendeu. Espero que os americanos tenham aprendido alguma coisa e se aprenderam sabem que se Donald Trump não for eleito deixamos de ter país", afirmou.

O conservador Estado do Alabama, no sul dos Estados Unidos, é governado pela republicana Kay Ellen.

De acordo com as últimas sondagens publicadas na capital do Estado, Birmingham, Donald Trump tem 56,7% dos votos e Joe Biden fica-se pelos 38,4% das intenções de voto.

Francis Vincent começou o dia a hastear a bandeira dos Estados Unidos depois de ter rezado pela vitória de Donald Trump na estrada entre os campos de algodão e o foguetão lunar, "fabricado nos Estados Unidos".

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