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ONU com mais 507 milhões para apoiar refugiados rohingya no Bangladesh

Os doadores comprometeram-se hoje, durante uma reunião internacional organizada em Genebra sob a égide das Nações Unidas, a contribuir com 600 milhões de dólares (507 milhões de euros) suplementares para ajudar os refugiados rohingya no Bangladesh.

ONU com mais 507 milhões para apoiar refugiados rohingya no Bangladesh

Através da rede social Twitter, o Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, que referiu que o montante permitirá reforçar a ajuda humanitária aos cerca de 860 mil refugiados birmaneses da etnia rohingya no Bangladesh, bem como aos que os acolhem.

Os Estados Unidos vão disponibilizar perto de 200 milhões de dólares (169 milhões de euros) suplementares, com a União Europeia (UE) a participar com 96 milhões de euros e o Reino Unido com 53 milhões de euros.

Já este ano, as Nações Unidas apelaram aos doadores para a criação de um fundo de mil milhões de dólares (845 milhões de euros) para responder às necessidades humanitárias dos refugiados e das populações locais do Bangladesh.

No entanto, até hoje, apenas se tinha conseguido receber metade desse valor, numa altura em que a propagação da pandemia de covid-19 criou, na região, novos desafios e necessidades.

Essa é a razão pela qual o ACNUR, UE, Estados Unidos e Reino Unido coorganizaram a conferência de doadores de hoje para responder às necessidades humanitárias urgentes dos rohingyas desenraizados dentre e fora da Birmânia.

Grandi já sublinhou que a solução para a crise continua a ser o "regresso livremente consentido, seguro e digno" dos refugiados "assim que as condições o permitirem".

"A responsabilidade de criar condições propícias a um regresso seguro e duradouro dos rohingyas cabe às autoridades birmanesas", realçou.

O ACNUR considera ser necessário envolver "toda a sociedade, para abrir e fortalecer o diálogo" entre as autoridades de Myanmar (antiga Birmânia) e os refugiados rohingya e "tomar medidas que ajudem a construir a confiança", como o levantamento das restrições à liberdade de movimento, permitindo aos refugiados regressar às suas próprias aldeias e dando "soluções claras de cidadania".

"Continuaremos a apelar à Birmânia para permitir o acesso humanitário sem entraves e duradouro a quem necessidade de ajuda", afirmou, por seu lado, em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pence.

Segundo o ACNUR, cerca de 860.000 rohingyas vivem atualmente em vastos campos de refugiados no Bangladesh. A maioria deles, 740.000, fugiu às exações e brutalidade do exército birmanês em 2017. Outros países da região acolhem cerca de 150.000 outros refugiados rohingyas.

A ONU estima em cerca de 600.000 mil os rohingyas que ainda residem no estado de Rakhine, em Myanmar.

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