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EUA: Cirurgião-Geral vai declarar-se inocente de desobediência a regras

Um dos advogados do Cirurgião-Geral dos Estados Unidos disse hoje que o cliente, que é acusado de entrar e passear num parque do Havai que tinha sido encerrado por causa da pandemia, vai declarar-se inocente.

EUA: Cirurgião-Geral vai declarar-se inocente de desobediência a regras

A queixa-crime apresentada contra Jerome Adams, que se deslocou a Oahu, em agosto, para ajudar com a testagem à presença do novo coronavírus na sequência de um surto, explicita que o cirurgião e dois outros homens estavam a contemplar a vista e a tirar fotografias ao Parque Regional de Kualoa, na costa nordeste da ilha.

Adams, que enquanto Cirurgião-Geral é a maior autoridade de saúde pública dos EUA, não compareceu em tribunal ou através de videoconferência para a audiência de hoje, mas o advogado, Michael Green, disse que o cliente está ciente das acusações e que vai declarar-se inocente, dá conta a Associated Press (AP).

Uma vez que a acusação é uma "contraordenação total", o juiz afirmou que a confissão de culpa não poderia ser registada até que Adams decidisse se renunciaria ao direito a um julgamento com júri. O advogado frisou que o médico não vai abdicar desse direito.

A primeira sessão está agendada para 02 de novembro.

Jerome Adams disse aos agentes da polícia que estava de visita ao Havai para trabalhar com o governador David Ige na mitigação da pandemia e não sabia que os parques estavam encerrados.

Os parques foram encerrados naquela altura para prevenir aglomerações e a propagação do SARS-CoV-2.

A violação de qualquer ordem de emergência decretada pelo autarca daquela cidade é punível com multas até 5.000 dólares (mais de 4.000 euros), um ano de prisão ou ambos.

Uns dias depois desta alegada contraordenação total, o médico disse durante uma conferência de imprensa que as pessoas tinham de entender que "um pouco de diversão agora pode resultar em paralisações mais adiante".

"É importante que todos façamos as coisas certas agora, mesmo que não sintamos que estamos, pessoalmente, em risco", acrescentou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (221.083) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 8,2 milhões).

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