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Agente envolvido na morte de Breonna quebra silêncio. "Não é sobre raça"

O mesmo agente já tinha sido notícia por ter enviado um email interno onde escreveu que "os bons são demonizados e os criminosos canonizados".

Agente envolvido na morte de Breonna quebra silêncio. "Não é sobre raça"
Notícias ao Minuto

23:22 - 21/10/20 por Notícias Ao Minuto 

Mundo Breonna Taylor

Um dos agentes da polícia que estiveram envolvidos na morte de Breonna Taylor, em sua casa, deu a primeira entrevista. O agente Jonathan Mattingly, que foi baleado na perna pelo namorado de Breonna, defendeu que o caso "não tem nada a ver com raça".

"Tem sido doloroso. Quando a verdade está mesmo aqui, nas nossas mãos, e tudo o resto é amontoado em cima de nós, é frustrante", indicou Jonathan Mattingly numa entrevista à ABC News e ao The Louisville Courier Journal.

Mattingly critica os governantes locais por não o terem defendido no seguimento do tiroteio e acrescenta que embora a morte de Breonna Taylor seja trágica, não é a mesma coisa que outros casos polémicos associados ao racismo sistémico nas forças de segurança.

"Não é uma questão de raça, como as pessoas querem tentar fazer que seja. Não é. Estávamos apenas a fazer o nosso trabalho, demoramos demasiado tempo a entrar, eu fui baleado, e disparamos de volta", disse. "Isto não foi uma caça ao homem. Não foi alguém a ajoelhar-se no pescoço de ninguém. Não foi nada disso", sublinhou.

Recorde-se que, a 13 de março, os agentes da polícia de Louisville entraram no apartamento de Breonna Taylor, de 26 anos, sem tocar à campainha ou bater à porta, para, alegadamente, executar um mandado de busca a estupefacientes que não conseguiram encontrar. A jovem morreu depois de ser baleada múltiplas vezes.

"Ela não merecia morrer. Não fez nada que merecesse uma sentença de morte", indicou.

Conforme recorda a BBCMattingly já tinha sido notícia o mês passado depois de ter escrito um email para mais de mil colegas na força policial, onde acusava o autarca local e o chefe da polícia de falhar perante os agentes "em proporções épicas, para seu próprio ganho". "É triste como os bons são demonizados e os criminosos canonizados". 

Sublinhe-se que o grande júri do estado do Kentucky, nos Estados Unidos, anunciou a 23 de setembro que nenhum dos polícias foi acusado da morte da mulher de 26 anos. A única acusação deduzida pelo grande júri diz respeito aos tiros disparados contra apartamentos vizinhos ao de Breonna Taylor, durante uma operação policial questionável e que teve um desfecho trágico. 

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