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Cimeira UE-União Africana só se vai realizar em 2021, diz Costa

O primeiro-ministro, António Costa, deu hoje como certo que a Cimeira entre a União Europeia e a União Africana só se vai realizar em 2021, pondo fim à incerteza que tem envolvido a data da reunião.

Cimeira UE-União Africana só se vai realizar em 2021, diz Costa

"Estamos certos de que a cimeira UE-África em formato pleno só se irá realizar em 2021", disse o primeiro-ministro na Assembleia da República, no debate preparatório do Conselho Europeu de 15 e 16 de outubro.

"Esperemos que a evolução da pandemia não adie por mais tempo a realização plena desta cimeira", acrescentou o primeiro-ministro.

Antes disso, a 9 de dezembro, realiza-se uma "reunião em formato restrito" com os diferentes países africanos.

A VI cimeira UE-UA nunca chegou a ter data marcada, mas sempre foi intenção do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que chamou a si a organização da reunião, celebrá-la em Bruxelas em 2020, provavelmente num formato limitado, apenas ao nível dos líderes das instituições (e não de chefes de Estado e de Governo), sendo antecedida por uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros.

Charles Michel reafirmou, ainda em setembro passado, esperar que ela se realizasse em 2020, numa altura em que o Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrel, afirmava já que ela seria adiada "provavelmente para 2021" devido aos constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19.

António Costa, que apresentava ao Parlamento a agenda do próximo Conselho Europeu, frisou que o debate sobre as relações com África é "da maior importância estratégica para o futuro da Europa".

"O continente africano não é só o continente que nos é vizinho, é também o continente com quem mantemos uma relação mais intensa e que temos que aprofundar ao longo deste século", disse Costa, citando "a criação da zona de comércio livre continental em África", projeto a que a UE pode dar "apoio político e técnico" com base na "experiência que tem de vários anos de uma zona de comércio livre na Europa".

O primeiro-ministro considerou ser "o momento de um reforço da arquitetura institucional da parceria", apontando, além da criação da zona de comércio livre, a concordância de Portugal com "a decisão da União Europeia de apoiar uma candidatura nigeriana para a Direção Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC)".

"A relação entre a Europa e a África não deve ser uma relação fundada na gestão de fronteiras, mas, pelo contrário, num programa comum para a prosperidade partilhada que deve existir e deve dominar quer do lado de cá quer do lado de lá do Mediterrâneo", afirmou, defendendo que "é altura de construir uma ponte que contribua para o desenvolvimento conjunto dos dois continentes".

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