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Regulador do medicamento responde a Trump. "FDA não vai admitir pressão"

Presidente norte-americano afirmou em debate, na segunda-feira, que os EUA terão uma vacina "em semanas", informação já negada pela empresa de biotecnologia Moderna e agora negada pelo regulador do medicamento.

Regulador do medicamento responde a Trump. "FDA não vai admitir pressão"

O comissário da agência norte-americana do medicamento (FDA), Stephen Hahn, indicou esta quinta-feira que o organismo não cederá a qualquer pressão no sentido de aprovar uma vacina contra o novo coronavírus, sublinhando que qualquer fármaco terá que ser submetido a um rigoroso processo de avaliação. Este esclarecimento surge depois de Donald Trump ter afirmado, durante o debate presidencial, que o país teria uma vacina "dentro de semanas", parecendo indicar que seria ainda antes das eleições presidenciais, a 3 de novembro.

O chefe do regulador norte-americano esclareceu, após uma reunião com a Liga Nacional dos Consumidores sobre a pandemia e sobre os esforços para o desenvolvimento de uma vacina, que todas as decisões da agência são baseadas em ciência e não em política.

"Em primeiro lugar, a FDA não vai autorizar nem aprovar uma vacina contra a Covid-19 antes desta ter respondido a todas as rigorosas expetativas da agência no que concerne a segurança e eficácia. Depois, as decisões para autorizar ou aprovar qualquer vacina ou medicamento contra a Covid-19 vão ser feitas pelos nossos dedicados especialistas através do nosso minucioso processo de revisão", indicou.

O oncologista de profissão garantiu, ainda, que "a ciência vai guiar as decisões". "A FDA não vai admitir qualquer pressão, de ninguém, para mudar isso", acrescentou.

"Finalmente, só podemos sair desta pandemia se trabalharmos juntos, aprendermos uns com os outros e nos deixarmos guiar por factos e informação", terminou. 

Esta posição encontra paralelo na posição já assumida pela empresa de biotecnologia Moderna, que afirmou que não está pronta para solicitar uma autorização de emergência para a sua potencial vacina (que já se encontra na última frase de ensaios) contra o novo coronavírus antes das eleições presidenciais.

Recorde-se que o presidente norte-americano alegou na segunda-feira à noite, durante o debate com o democrata Joe Biden, que a vacina contra o novo coronavírus poderá estar pronta "em três ou quatro semanas", um prazo que coincidira com as eleições presidenciais, que se realizam a 3 de novembro.

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