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Estados Unidos assinam acordo de cooperação militar com a Tunísia

O chefe do Pentágono, Mark Esper, assinou hoje, durante uma visita ao continente africano, um acordo de cooperação militar com a Tunísia, alegando a luta contra o terrorismo e a proteção na fronteira com a Líbia.

Estados Unidos assinam acordo de cooperação militar com a Tunísia

Os Estados Unidos têm intensificado a cooperação militar com a Tunísia, nos últimos anos, sobretudo nas áreas do treino e equipamento na luta contra o terrorismo, mas também no fortalecimento da segurança na fronteira com a Líbia.

"Esperamos aprofundar esse relacionamento para ajudar a Tunísia a proteger os seus portos e fronteiras e para conter o terrorismo", disse Esper, no final de um encontro com o Presidente tunisino, Kais Saied, comentando a assinatura de um acordo militar de 10 anos.

Segundo o secretário de Defesa dos EUA, o objetivo é enfrentar "os extremistas violentos que representam uma ameaça" para a paz na região, mas também fazer frente "aos nossos concorrentes estratégicos, China e Rússia", que acusa de terem um comportamento "predatório, maligno e coercivo".

A Tunísia, considerada desde 2015 por Washington como um importante aliado na região, tem sido um apoio discreto, mas crucial, na situação na Líbia, assolada por um prolongado conflito interno, desde a queda do regime de Muammar Khadafi, em 2011.

Um sinal do estreitamento de laços entre Tunes e Washington é o plano de exercícios militares conjuntos, que se realizam há vários anos, envolvendo um significativo esforço financeiro por parte dos EUA.

O acordo hoje assinado tem duração de 10 anos, garantindo o treino de soldados e a venda de equipamento militar à Tunísia.

A presença de forças militares norte-americanas na Tunísia tem sido alvo de receios por parte de fações políticas tunisinas que questionam a sua necessidade e utilidade.

Em maio, o Comando dos Estados Unidos em África anunciou que estava a ponderar o envio de tropas adicionais para a Tunísia, tendo em vista a deterioração da situação na Líbia, o que gerou protestos sociais neste país.

Durante a sua visita a Tunes, e nas vésperas de uma passagem por Marrocos, Esper também se encontrou com seu homólogo tunisino, Ibrahim Bartagi, a quem ofereceu uma réplica de uma pistola de George Washington, o primeiro Presidente dos Estados Unidos, destacando "a importância do controle do poder civil sobre o exército".

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