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Von der Leyen tem "total confiança" em comissária que criticou Orban

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, salientou hoje que tem "total confiança" na comissária Vera Jurova, depois de ter recebido uma carta do primeiro-ministro húngaro a exigir a sua demissão.

Von der Leyen tem "total confiança" em comissária que criticou Orban

Na conferência de imprensa diária do executivo comunitário a porta-voz Dana Spinant sublinhou que a comissária europeia para o Estado de Direito, Vera Jurova, tem a "total confiança" da presidente Von der Leyen.

A líder do executivo comunitário, esclareceu a porta-voz, ainda não respondeu a Orban.

Por seu lado, o porta-voz da pasta, Christian Wigand, remeteu para esta quarta-feira a posição oficial da Comissão Europeia sobre o respeito do Estado de Direito na Hungria.

"As preocupações [de Bruxelas] são bem conhecidas", adiantou, no entanto.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, exigiu à presidente da Comissão, por carta, a demissão de Jurova após esta ter, numa entrevista, considerado a Hungria como uma "democracia doente".

Jourova "descreveu publicamente a Hungria como uma 'democracia doente' e ofendeu os cidadãos húngaros", afirma Orbán numa carta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, publicada hoje pela agência húngara MTI.

O Governo húngaro suspendeu ainda "de imediato" todas as relações políticas com a checa Jourova, que também é comissária para a Segurança e a Transparência, até que a responsável apresente a sua renúncia, acrescenta Orbán.

Nas últimas semanas, as discussões na UE sobre a vinculação dos fundos europeus ao respeito pelo Estado de Direito intensificaram-se, algo que a Hungria e a Polónia rejeitam categoricamente, mas Jourova defendeu que só ficará satisfeita se esse requisito ganhar força.

Desde que assumiu o poder em 2010, o Governo de Orbán enfrentou Bruxelas por uma série de leis que minaram a democracia e as liberdades fundamentais no país.

A Hungria está atualmente em 89.º lugar no índice de liberdade de imprensa da Repórteres Sem Fronteiras, que inclui 180 países.

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