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"Brinquedos não têm género!" Menino sofre bullying por gostar de costurar

Irmã de Fran contou toda a história no Twitter. Tornou-se viral e recebeu mensagens de apoio.

"Brinquedos não têm género!" Menino sofre bullying por gostar de costurar

Araceli Sierra é uma jovem estudante de jornalismo que, através do Twitter, decidiu contar a história do seu irmão mais novo, Fran, que gosta de costurar roupas. A rapariga revela que o menino já sofreu bullying devido a esta sua preferência e a história tornou-se viral, tendo já recebido mensagens de apoio, conta o 20minutos

"Apresento-vos o Fran, o meu irmão de oito anos. Apesar da sua curta idade, sabe muito bem do que gosta: a costura e o desenho. Vou contar-vos um pouco da sua história", começa por introduzir Araceli na rede social. 

"Desde muito pequeno", explica, "ele gosta de fazer conjuntos de roupa para as bonecas". "Na sua cabeça, estava a ideia de como queria vestir as Barbie e executava nelas", prosseguiu a jovem, mostrando alguns exemplos de roupa criada por Fran para as bonecas. 

A partir desse momento, o menino começou a pedir sobras de quaisquer tecidos para que as roupas "ficassem mais reais". Como a família "sempre o apoiou", conta Araceli, "este verão [Fran] assistiu a um curso de costura com uma criadora" da Estremadura. O resultado foi uma saia que a adolescente faz questão de exibir. 

Contudo, nem tudo é fácil. "Infelizmente, vivemos numa sociedade que impõe aos rapazes jogar à bola e às meninas brincar com bonecas. O Fran não gosta de jogar à bola e nunca o obrigámos. Para nós é mais importante a sua felicidade que qualquer outra coisa", explica a espanhola. 

"Quando tinha apenas seis anos, o Fran foi gozado na sala de aula, onde há apenas 12 meninos e meninas", desabafa Araceli. "Ele não nos contou nada, talvez por medo, mas chegaram-nos rumores de tudo o que ele podia estar a passar". 

Mas a mãe de ambos "decidiu intervir". Foi falar com os diretores do colégio, mas "eles não sabiam o que se estava a passar". Foi o próprio Fran que, quando confrontado, esclareceu: "Confirmou o que já sabíamos. Estava a ser gozado por ser um pouco diferente". 

A progenitora voltou ao estabelecimento de ensino. "Vamos vigiá-lo, mas não cremos que isso esteja a acontecer", foi a resposta. A família decidiu, então, levar o menino a uma psicóloga infantil: "Descobrimos que meninas maiores que ele o gozavam por brincar com bonecas e chamavam-no 'maricas' no recreio".

Confrontada com os factos, a direção do colégio pediu desculpa.

"Com tudo isto quero dizer que devemos deixar as crianças brincar com o que quiserem. Os brinquedos não têm género", termina Araceli.

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