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Polícia de Nicarágua cerca sede de organização de defesa de mulheres

A polícia de Nicarágua cercou hoje a sede da Organização Não Governamental (ONG) Movimento de Mulheres Trabalhadoras e Desempregadas 'Maria Elena Cuadra' sem que tenha até ao momento revelado os motivos da ação policial.

Polícia de Nicarágua cerca sede de organização de defesa de mulheres
Notícias ao Minuto

21:09 - 25/09/20 por Lusa

Mundo Maria Elena Cuadra

A ONG foi um dos movimentos que participou no primeiro diálogo nacional, como contrapartida do Governo de Daniel Ortega após os conflitos sociais registados em abril de 2018, noticia a agência EFE.

Segundo o movimento, as autoridades da Polícia Nacional apresentaram-se de manhã na sede da ONG, perto do edifício da Assembleia Nacional, na zona histórica de Manágua, equipados com armas de guerra, e não permitiram a entrada dos trabalhadores.

A Polícia Nacional, até ao momento, ainda não deu qualquer explicação sobre esta operação policial.

A estrutura não-governamental Centro de Direitos Humanos de Nicarágua (Cenidh) repudiou a ação da polícia e denunciou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. 

"O Cenidh condena veementemente a agressão contra o Movimento 'María Elena Cuadra'. Neste momento, policias armados e ameaçadores estão a impedir os trabalhadores de entrar nos escritórios", denunciava a organização humanitária.

Uma delegação da Comissão Permanente de Direitos Humanos (CPDH) deslocou-se ao local para recolher informações sobre os motivos da presença das autoridades, mas não teve sucesso.

O Movimento 'María Elena Cuadra', que se dedica à defesa da mulher, é liderado pela ativista e defensora das mulheres Sandra Ramos, conhecida por ser crítica para com o Governo de Ortega devido à falta de regulamentação da 'lei contra a violência contra a mulher' e pela promoção da mediação entre as vítimas e agressores.

Sandra Ramos deslocou-se ao local com dezenas de mulheres apoiadas pelos programas da ONG, onde manifestaram o desagrado à polícia, por obstrução ao trabalho.

A socióloga e académica Elvira Cuadra alertou para "uma nova fase de repressão" do Governo sandinista no contexto da crise que dura desde abril de 2018.

"Um dos objetivos do Governo são as organizações sociais", sublinhou a especialista em questões de defesa e segurança.

Desde abril de 2018 que Nicarágua vive uma crise sociopolítica que causou pelo menos 328 mortos, segundo a CIDH, embora as organizações locais defendam um número mais elevado, de 684, e o Governo reconheça 200 mortes e denuncie tentativas de golpes de Estado.

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