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Áustria: Distribuição de migrantes pela Europa "não vai funcionar"

A distribuição de requerentes de asilo na Europa "não vai funcionar", disse hoje à AFP o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, em vésperas da apresentação pela Comissão Europeia de um importante projeto de reforma.

Áustria: Distribuição de migrantes pela Europa "não vai funcionar"

"Pensamos que a distribuição na Europa fracassou e que vários Estados a rejeitam", acredita o chefe do Governo austríaco, em referência aos países da Europa central que recusam acolher os migrantes que chegam à Grécia ou a Itália.

Segundo Kurz, o que é necessário é "proteger melhor as fronteiras externas da União Europeia, uma luta conjunta contra os traficantes e enviar ajuda para os locais".

Na semana passada, a presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, propôs abolir a Convenção de Dublin e criar um novo pacto migratório.

A convenção prevê que os requerentes de asilo sejam acolhidos no primeiro país da União a que cheguem.

"A crise migratória de 2015 provocou muitas divisões entre os Estados-membros e ainda existem feridas abertas, apesar de ter sido feita muita coisa, entretanto", afirmou Ursula von der Leyen, no seu primeiro discurso sobre o Estado da União enquanto presidente do executivo comunitário.

Apontando que "a migração sempre foi uma realidade do continente europeu, [já que] foi a migração que definiu as sociedades e a cultura europeias", a líder do executivo comunitário argumentou que a UE "pode chegar a um compromisso, respeitando completamente os seus princípios", relativamente a esta matéria.

Por isso, a proposta que a Comissão Europeia irá apresentar para um novo pacto migratório prevê uma "nova visão humanitária", no âmbito da qual "deixou de ser uma mera opção salvar vidas do mar".

Acresce que "os países [europeus] mais expostos precisam de contar com toda a solidariedade da UE", defendeu, vincando que "a Europa precisa de agir em conjunto" e que cada Estado-membro deve "fazer a sua parte" relativamente às migrações.

Sobre a oposição da Áustria ao plano de relançamento económico europeu proposto pelo eixo fraco-alemão e debatido e negociado durante o verão e sobre a cedência a esse plano mediante uma redução na contribuição do Estado austríaco, Sebastian Kurz disse à AFP que "não se trata de estar contra ninguém", em referência às acusações de egoísmo feitas aos países apelidados de "frugais".

"A União Europeia é mais do que a Alemanha e a França e isso é uma coisa boa", disse.

"A Alemanha e a França são os Estados mais fortes e maiores e têm, portanto, uma certa pretensão à liderança, mas outros Estados têm a mesma possibilidade de apresentar as suas ideias e de procurarem maiorias", acrescentou.

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