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Cinco migrantes detidos por incêndio no campo de Moria

Cinco migrantes foram detidos no âmbito da investigação do incêndio no campo de Moria, na semana passada na ilha grega de Lesbos, e um sexto suspeito identificado está foragido, declarou hoje o ministro grego da Proteção Civil.

Cinco migrantes detidos por incêndio no campo de Moria

"Cinco jovens estrangeiros foram presos enquanto um outro, que foi identificado, ainda está em fuga", mas está a ser procurado, disse Michalis Chrysohoidis em Mitilene, capital de Lesbos, citado pela agência noticiosa grega ANA.

Os cinco migrantes foram presos durante uma operação policial na segunda-feira nas estradas da ilha, onde milhares de requerentes de asilo dormem desde o incêndio no campo de Moria, disse uma fonte da polícia local à agência de notícias AFP.

O sexto suspeito deixou a ilha, segundo a mesma fonte.

As nacionalidades dos suspeitos não foram divulgadas.

O ministro Chrysohoidis acredita que as prisões fazem cair por terra a hipótese do incêndio no campo de migrantes ter sido provocado por "extremistas" de direita.

O Governo grego acusou por duas vezes os migrantes de estarem na origem do desastre.

Os incidentes entre requerentes de asilo e ilhéus, incluindo simpatizantes de extrema direita, que se opõem a manter migrantes em Lesbos, têm aumentado desde o ano passado.

Os moradores foram chamados a protestar na tarde de hoje para exigir "a retirada dos migrantes da ilha".

Após o incêndio, as autoridades gregas ergueram um centro temporário não muito longe das ruínas de Moria para realojar os que ficaram sem abrigo, mas apenas 800 migrantes concordaram em permanecer no local.

O ministro da Proteção Civil da Grécia disse esperar que até ao Natal metade dos 12 mil refugiados tenham deixado a ilha de Lesbos e que os demais o tenham feito antes da Páscoa de 2021.

Ao mesmo tempo, frisou que apenas os refugiados que entrarem no novo campo erguido para substituir o centro incendiado de Moria poderão contar com o processamento do seu pedido de asilo.

"Ninguém vai ficar de fora do campo. Não se cogita em hipótese alguma que um refugiado possa deixar a ilha se não passar pela nova estrutura de Kará Tepé primeiro e seguir os trâmites de legalização", disse o ministro em declarações ao canal privado Skai.

Entre a noite de 8 e o dia de 9 de setembro, o campo de migrantes de Moria, o maior da Europa, inaugurado há cinco anos no auge da crise migratória, foi totalmente destruído por incêndios, deixando os seus 12.000 ocupantes sem abrigo.

A maioria dorme nas ruas, calçadas, campos ou em prédios abandonados. Os migrantes recusam-se a ir para o novo acampamento criado nas proximidades de Moria, temendo não poder deixar a ilha uma vez lá dentro.

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