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Novos protestos violentos contra mandato presidencial na Costa do Marfim

Manifestações e marchas contra a controversa candidatura do Presidente Alassane Ouattara a um terceiro mandato nas eleições presidenciais de outubro degeneraram hoje em confrontos com as forças de segurança em várias cidades da Costa do Marfim.

Novos protestos violentos contra mandato presidencial na Costa do Marfim

Em Yopougon, bairro da classe trabalhadora da capital económica, Abidjan, manifestantes atearam fogo a um autocarro, segundo testemunho de um fotógrafo da agência France-Presse, na sequência de confrontos entre a polícia e grupos de jovens durante a manhã.

A situação já se tinha acalmado ao meio-dia.

Em Bangolo (Centro-Oeste), após uma marcha, os manifestantes atearam fogo a um camião e a vários outros veículos, tendo sido dispersados pelas forças de segurança com gás lacrimogéneo, segundo relatou um residente sob condição de anonimato.

Testemunhas dão também conta de várias tentativas de bloqueio de estradas da parte ocidental do país, levando a intervenções da polícia.

Na Costa do Marfim, espera-se que o Conselho Constitucional publique esta semana a lista de candidatos validados para as eleições presidenciais de 31 de outubro.

Foram apresentadas 44 candidaturas, incluindo as do atual chefe de Estado, Alassane Ouattara, dos antigos Presidentes Henri Konan Bédié e Laurent Gbagbo, e do antigo primeiro-ministro e líder rebelde Guillaume Soro.

Alassane Ouattara, 78 anos, que tinha anunciado, em março, que não se recandidataria, mudou de posição após a morte do seu "delfim" e candidato presidencial, Amadou Gon Coulibaly, em julho, e vai concorrer novamente à chefia do Estado nas eleições de 31 de outubro, numa interpretação da Constituição largamente contestada pela oposição, que sustenta que um terceiro mandato é inconstitucional.

Manifestações desencadeadas na sequência do anúncio da recandidatura de Ouattara, em agosto, degeneraram em violência, deixando pelo menos 15 mortos.

A Constituição de 2016 limita os mandatos presidenciais a dois, mas os apoiantes de Ouattara dizem que a alteração constitucional feita nesse ano reiniciou o contador de mandatos permitindo uma nova candidatura, enquanto os opositores sustentam que um terceiro mandato é inconstitucional.

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