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Sassoli lamenta na 'rentrée' ainda não ser viável sessão em Estrasburgo

O Parlamento Europeu iniciou hoje, em Bruxelas, a sessão plenária de 'rentrée', com o presidente da assembleia a lamentar que a pandemia ainda não permita o regresso a Estrasburgo, que acolheu a sua última sessão em fevereiro passado.

Sassoli lamenta na 'rentrée' ainda não ser viável sessão em Estrasburgo

Na abertura formal da sessão plenária de setembro, que será dominada pelo discurso do Estado da União, a ser proferido na quarta-feira pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, as primeiras palavras do presidente do PE, David Sassoli, foram para justificar a sua decisão de 'transferir' a sessão de Estrasburgo para Bruxelas, que admitiu ter sido "difícil".

"Nós ainda estamos confrontados com esta crise da covid-19. Esperávamos que depois da pausa do verão pudéssemos regressar a uma situação normal, mas constatamos que os nossos países são ainda atingidos pelo vírus. A progressão da pandemia voltou a aumentar em numerosos territórios europeus. Com base nas informações que recebemos das autoridades francesas, tomei, a custo, a decisão de não celebrar a sessão plenária de setembro em Estrasburgo", declarou o dirigente italiano.

Agradecendo aos "presidentes dos grupos políticos o seu total apoio a esta decisão difícil", na conferência de presidentes celebrada na passada semana, David Sassoli disse ainda querer "saudar muito cordialmente, em nome de todos os deputados, a autarca de Estrasburgo e os cidadãos da cidade", que disse esperar ser possível "reencontrar o mais rapidamente possível".

De acordo com os Tratados, Estrasburgo deve acolher 12 sessões por ano, mas este ano recebeu apenas duas, as de janeiro e fevereiro, já que a partir de março foram canceladas ou transferidas para Bruxelas devido à chegada da pandemia da covid-19 a território europeu.

Esta sessão de setembro esteve agendada para Estrasburgo até à semana passada, mas o Parlamento Europeu decidiu transferi-la para Bruxelas na última terça-feira, em virtude de a região francesa do Baixo Reno ter sido classificada como 'zona vermelha' ou de alto risco de contágio.

E é ainda com a crise da covid-19 como pano de fundo que terá então lugar, entre hoje e quinta-feira, a sessão de 'rentrée' do Parlamento Europeu depois das férias de verão, marcada pelo discurso e debate sobre o Estado da União, que também deverão ser marcados pela resposta europeia para superar esta crise.

Inaugurado pelo antigo presidente da Comissão José Manuel Durão Barroso, em 2010, o discurso do Estado da União tornou-se o 'cartaz' da sessão plenária de setembro, sendo a oportunidade de o executivo comunitário e os eurodeputados discutirem os grandes desafios e prioridades para os 12 meses seguintes, sendo esta a primeira vez que o discurso será proferido por Von der Leyen, em funções desde o final de 2019.

Além de previsivelmente muito presente no debate sobre o Estado da União, a crise da covid-19 também domina boa parte da agenda da sessão, com os eurodeputados a votarem um parecer legislativo sobre os recursos próprios, peça essencial do Fundo de Recuperação acordado pelos líderes em julho passado, e a debaterem e votarem uma resolução sobre como melhorar a coordenação dos Estados-membros face à pandemia, como critérios comuns para restrições à livre circulação.

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