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Turquia diz que líderes do Med7 foram tendenciosos ao ameaçar Ancara

A Turquia acusou hoje sete líderes de países do sul da União Europeia de declarações "tendenciosas" ao ameaçar Ancara com sanções por causa das suas ações no Mediterrâneo oriental.

Turquia diz que líderes do Med7 foram tendenciosos ao ameaçar Ancara
Notícias ao Minuto

12:30 - 11/09/20 por Lusa

Mundo Turquia

"Os elementos contidos na declaração final em relação ao Mediterrâneo oriental e à questão de Chipre são tendenciosos, desconectados da realidade e sem base legal", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hami Aksoy, em comunicado hoje divulgado.

O presidente francês, Emmanuel Mácron, e os seus seis homólogos do sul da União Europeia instaram na quinta-feira a Turquia a abandonar a sua política de "confronto" no Mediterrâneo oriental, levantando o espetro de sanções europeias se Ancara continuar a desafiar os direitos de exploração de gás da Grécia e do Chipre na área.

"Afirmamos que, se a Turquia não avançar no caminho do diálogo e acabar com as suas atividades unilaterais, a UE está pronta para elaborar uma lista de medidas restritivas adicionais que poderão ser discutidas no Conselho Europeu de 24 e 25 de setembro de 2020", afirmaram os sete líderes numa declaração conjunta no final da cimeira Med7 (França, Grécia, Itália, Espanha, Chipre, Malta, Espanha, Portugal), realizada na ilha francesa da Córsega.

"Nós, europeus, devemos ser claros e firmes com o Governo do Presidente (turco, Recep Tayyip) Erdogan, que hoje tem comportamentos inaceitáveis", declarou ainda o chefe de Estado de França.

Numa aparente alusão às ações do Governo turco no Mediterrâneo oriental e as suas consequências, Macron também afirmou que "o povo turco, que é um grande povo, merece outra coisa".

A Turquia já tinha criticado na quinta-feira as declarações "arrogantes" do Presidente francês sobre as ações de Ancara no Mediterrâneo oriental, tendo acusado Emmanuel Macron de "colocar em risco" os interesses da Europa.

"O Presidente Macron voltou a fazer declarações arrogantes, num velho reflexo colonialista", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco, acusando o chefe de Estado francês de estar a "promover tensão e a colocar em perigo os interesses da Europa e da União Europeia".

"Macron ataca a Turquia e o nosso Presidente todos os dias porque frustrámos os seus planos insidiosos e os seus jogos sujos de política externa", acrescentou o Ministério turco.

"Em vez de se apresentar cegamente como o defensor da Grécia e dos cipriotas gregos (...), a França deveria adotar uma posição a favor da reconciliação e do diálogo", continuou o ministério.

As observações de Macron de que o povo turco "merece outra coisa" foram vistas por Ancara como uma tentativa de colocar o povo turco contra o Presidente Erdogan.

A Grécia e o Chipre estão na linha da frente contra a Turquia, que reivindicou o direito de explorar depósitos de hidrocarbonetos numa área marítima que Atenas considera estar sob a sua soberania.

A França mostrou claramente o seu apoio à Grécia com o envio de navios de guerra e caças à região, iniciativa fortemente criticada pelo Presidente turco.

Entre as capitais europeias, pelo menos Paris e Atenas pretendem trazer essas tensões para o centro da agenda da União Europeia na próxima cimeira do bloco nos dias 24 e 25 de setembro, com a ameaça de sanções contra a Turquia.

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