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Bielorrússia "vai pagar" pela detenção de 33 funcionários, diz Moscovo

O chefe de segurança da Rússia descreveu hoje a detenção de 33 funcionários de segurança russos na Bielorrússia como um truque eleitoral e avisou que terá graves consequências para as relações entre os dois países e aliados.

Bielorrússia "vai pagar" pela detenção de 33 funcionários, diz Moscovo
Notícias ao Minuto

19:47 - 05/08/20 por Lusa

Mundo Moscovo

As autoridades de Minsk detiveram os russos nos arredores da capital Minsk no passado dia 29 de julho sob a acusação de planearem distúrbios durante manifestações da oposição na sequência das eleições presidenciais do próximo domingo, em que o Presidente Alexander Lukashenko tenta um sexto mandato.

A Rússia pediu a libertação dos russos, ao serviço de uma empresa privada de segurança, ao referirem que apenas estavam na Bielorrússia porque perderam um voo de ligação com outro país.

Dmitri Medvedv, o número dois do Conselho de Segurança da Rússia, aumentou hoje o tom de Moscovo em torno desta disputa, ao referir que a liderança da Bielorrússia sacrificou os laços bilaterais em benefício de truques eleitorais.

Sem mencionar o nome de Lukashenko, Medvedev descreveu a detenção destes funcionários como parte de "uma simples maquinação política, criar uma imagem de um inimigo e alcançar um objetivo político utilizando essa imagem do inimigo".

Medvedev disse que, apesar do que podem pensar os responsáveis oficiais da Bielorrússia sobre a forma de solucionar este caso depois das eleições, avisou que vão pagar um preço pelas suas ações.

"Não é apenas ofensivo, é muito triste", disse. "E também implicará tristes consequências", acrescentou.

Apesar dos seus 26 anos no poder, o autoritário Lukashenko tem dependido de empréstimos e contribuições russas para manter a economia do seu país, que funciona ao "estilo soviético", mas tem resistido às intenções de Moscovo em controlar setores decisivos da economia do país.

A campanha para a eleição presidencial foi marcada por uma violenta repressão e diversas detenções de opositores de Lukashenko e candidatos à eleição ou de manifestantes da oposição.

No poder desde 1994 e candidato, o líder bielorrusso acusou Moscovo de apoiar os seus opositores, uma alegação desmentida pelo Kremlin.

As relações entre a Rússia e a Bielorrússia são tradicionalmente cordiais, mas marcadas por momentos regulares de tensão relacionados com as disputas energéticas.

Nos últimos meses, Lukashenko tem, no entanto, multiplicado as declarações denunciando pressões russas, e acusando Moscovo de pretender tornar o seu país um vassalo e procurar manipular as eleições presidenciais.

O Kremlin tem negado qualquer tentativa em desestabilizar a situação na vizinha Bielorrússia.

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