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Unidade militar alemã reformulada devido a ligações a grupos extremistas

Uma unidade militar de elite alemã, envolvida em escândalos por causa da ligação de alguns dos seus responsáveis a movimentos de extrema-direita, vai ser parcialmente dissolvida, anunciou hoje o Governo da Alemanha.

Unidade militar alemã reformulada devido a ligações a grupos extremistas
Notícias ao Minuto

18:09 - 30/06/20 por Lusa

Mundo Alemanha

A ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse hoje que vai restruturar a unidade de forças especiais (KSK), incluindo a dissolução de uma das suas quatro companhias de combate, que tem sido alvo de polémica, devido às ligações de vários responsáveis militares a movimentos de extrema-direita.

Kramp-Karrenbauer prometeu uma conferência de imprensa para quarta-feira, para explicar a remodelação que vai encetar, mas hoje, numa entrevista ao jornal diário Suddeutsche Zeitung, explicou que há uma "cultura tóxica de certos responsáveis" da KSK, que quer resolver.

"A KSK não pode continuar tal como está", disse a ministra, que também é presidente do partido conservador da chanceler Angela Merkel, CDU.

No futuro imediato, a KSK ficará sem uma das suas companhias, e ficará ainda inibida de participação em exercícios e missões internacionais, até que seja feita uma remodelação mais profunda nesta unidade militar de elite.

A ministra referiu-se ainda ao desaparecimento de 48.000 munições e 62 quilogramas de explosivos, de dentro da unidade, dizendo que essas descobertas são "perturbadoras" e "alarmantes".

Kramp-Karrenbauer disse que uma investigação interna ainda terá que determinar se esse material de guerra foi realmente roubado ou se a contabilidade interna da KSK está a revelar erros e manipulações.

Vários membros destas forças especiais foram identificados como estando ligados a movimentos ultra-nacionalistas, que estão ligados ao ressurgimento de atividade terrorista visando migrantes, judeus e diversos líderes políticos progressistas.

De acordo com reportagens recentemente divulgadas pelo jornal Frankfurter Allegemein Zeitung, são cerca de 70 os elementos militares envolvidos neste processo de conexões a movimentos políticos radicais.

"O muro de silêncio está a ponto de se quebrar", disse a responsável pela pasta da Defesa, referindo-se às averiguações relativas à unidade de elite, que foi criado em 1996, no interior do Exército, especializado em operações antiterroristas e restage de reféns em áreas hostis.

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