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Agência dos Direitos Fundmentais da UE pede mais combate ao racismo

A Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia pediu hoje aos Estados-membros para intensificarem o combate à discriminação e violência contra negros na sequência dos protestos antirracismo registados na Europa nos últimos dias.

Agência dos Direitos Fundmentais da UE pede mais combate ao racismo
Notícias ao Minuto

11:15 - 05/06/20 por Lusa

Mundo George Floyd

"O assédio racista, a violência e a discriminação com base na etnia são comuns na Europa", refere a agência de defesa dos direitos humanos da União Europeia em comunicado hoje divulgado.

"Na sequência dos atuais protestos que se estão a espalhar por todo o continente, a Agência dos Direitos Fundamentais da UE (FRA) insta os Estados-membros da UE a intensificar seus esforços e combater efetivamente a discriminação, o assédio e a violência contra os negros", sublinha.

Os protestos antirracismo têm marcado várias cidades da Europa, mas começaram nos Estados Unidos, depois da morte, em 25 de maio, do afro-americano George Floyd por um polícia branco em Minneapolis (Minnesota).

Gravadas pelos telemóveis de pessoas que estavam perto, as imagens da agonia de George Floyd -- quando o polícia lhe pressiona o pescoço com um joelho, apesar do detido estar no chão algemado e a dizer que não conseguia respirar -- percorreram o mundo e lançaram um movimento de protesto contra a discriminação designado "Black Lives Matter".

"Ninguém deve ser um alvo apenas por causa da cor da sua pele", defende o diretor da FRA, Michael O'Flaherty, no comunicado hoje divulgado.

"Ninguém deve ter medo de ser parado pela polícia só porque é negro. Não há espaço para o racismo e a discriminação racial no século XXI e precisamos de trabalhar juntos para erradicar as práticas racistas de uma vez por todas na Europa", considerou.

A FRA recorda ainda as conclusões de um relatório de novembro de 2018 - "Being Black in the EU" (Ser Negro na União Europeia) -- que mostrou que "os negros enfrentam na União Europeia uma discriminação generalizada".

O relatório concluía ainda que "muitos negros na Europa sofrem assédio racista e violência, inclusive às mãos da polícia, na Europa".

O documento, publicado no final de 2018, foi feito com base nas experiências de quase 6.000 negros em 12 Estados-membros da EU e concluía que quase um terço (30%) dos entrevistados tinham sido assediados racialmente e 5% tinham sido atacados nos cinco anos anteriores à pesquisa.

Além disso, um em cada quatro entrevistados dizia ter sido discriminado nas operações stop da polícia nos últimos cinco anos, sendo que 41% achava que era parado precisamente por uma questão racial.

Os homens queixaram-se mais do que as mulheres, considerando que são três vezes mais alvo de operações stop, mas quase todo o grupo (86%) admitiu que não faz queixa à polícia quando se sente racialmente discriminado

Sublinhando que irá apoiar os Estados-membros, a FRA lembrou ter publicado um guia para ajudara polícia a evitar a discriminação e apoiar as vítimas de racismo que queiram processar os autores.

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