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Manifestantes publicam fotos das balas de borracha usadas pela polícia

Autoridades norte-americanas têm sido criticadas pelo uso indiscriminado de força contra a população, uma postura que é defendida pelo presidente Donald Trump.

Manifestantes publicam fotos das balas de borracha usadas pela polícia
Notícias ao Minuto

18:16 - 02/06/20 por Notícias Ao Minuto

Mundo Violência policial

Desde o dia 25 de maio, quando George Floyd morreu no âmbito de uma detenção, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Embora a polícia se tenha juntado a alguns protestos pacíficos, a maior parte das manifestações resultam frequentemente em confrontos com as autoridades. Por esse motivo, a polícia e os governadores de alguns estados são instados pelo presidente Trump a endurecer as ações para reprimir os protestos.

Pelo menos 5.600 pessoas foram detidas desde a semana passada, sucedendo-se os relatos de violência de parte a parte, com as autoridades (polícia e Guarda Nacional) a utilizar balas de borracha, gás lacrimogéneo e bastões contra a população. Há, também, registos de troca de tiros.

O uso indiscriminado de força tem sido denunciado tanto pelos manifestantes, como pelos jornalistas que estão no local a cobrir os eventos. Nas redes sociais, multiplicam-se as imagens das balas de borracha que são usadas, assim como dos ferimentos que infligem.

Adolfo Guzman-Lopez, um jornalista da estação televisiva KPCC, de Los Angeles, foi atingido no pescoço por uma dessas balas.

Linda Tirado, uma fotógrafa freelancer, foi baleada num olho, em Nashville, no estado do Kentucky.

George Floyd, recorde-se, foi assassinado às mãos da polícia norte-americana, devido à pressão feita no seu pescoço. Embora a primeira autópsia tivesse concluído que a causa de morte não foi asfixia, explicando que o homem de 46 anos estava sob o efeito de drogas, uma segunda autópsia, feita a pedido da família, veio contrariar essa tese.

"Não só foi o joelho em cima do pescoço do George a causa da sua morte, mas também foi o peso de outros dois polícias nas suas costas, que impediram a circulação de sangue para o seu cérebro e o fluxo de oxigénio para o cérebro", revelou o advogado da família, esta terça-feira.

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