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Mais de cinco milhões de pessoas enfrentam fome no Sahel

Mais de cinco milhões de pessoas enfrentam "insegurança alimentar grave" na região africana do Sahel, onde se vive uma crise humanitária "descontrolada" e agravada pela ameaça do novo coronavírus, alertaram hoje as Nações Unidas (ONU).

Mais de cinco milhões de pessoas enfrentam fome no Sahel
Notícias ao Minuto

17:38 - 02/04/20 por Lusa

Mundo Covid-19

"O aumento dramático do número de pessoas famintas ocorre numa altura em que a pandemia de covid-19 está a alastrar aos países mais frágeis numa região que tem dos sistemas de saúde mais débeis do mundo", alertou, em comunicado, o Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU.

No Burkina Faso, o país da África Subsaariana com mais mortes associadas à covid-19 (16), espera-se que o número de pessoas com fome triplique para os 2,1 milhões até junho, em comparação com os 680 mil registados no ano passado.

"Isto é uma crise em cima de outra crise e a situação está a ficar descontrolada", disse Chris Nikoi, diretor do PAM para a África Ocidental.

"As pessoas estão à beira do abismo - temos de acelerar para salvar vidas. Somos a única esperança para milhões", acrescentou, sublinhando que se o mundo "olhar para o lado agora, as consequências serão catastróficas".

De acordo com o PAM, em toda a zona central do Sahel, região que engloba o Burkina Faso, o Mali e o Níger, a situação é "extremamente preocupante", com o "aumento constante do número de pessoas com fome à medida que a crise se agrava e vai empurrando 1,3 milhões de pessoas no Mali e dois milhões de pessoas no Níger para uma grave insegurança alimentar".

Os deslocados internos estão também a aumentar, com os do Burkina Faso a atingir os 780 mil, números que representam comunidades inteiras forçadas a abandonar as suas casas pela violência extremista e que dependem inteiramente de ajuda externa para sobreviver, segundo as Nações Unidas.

Em fevereiro, o PAM deu assistência alimentar a 1,5 milhões de pessoas no Burkina Faso e no Mali e estima que seja necessário mobilizar mais de 200 milhões de dólares (perto de 185 milhões de euros) até agosto para responder a esta nova crise.

A organização espera poder tirar lições do trabalho no terreno durante a epidemia de Ébola de 2014-2016 na África Ocidental, estando já a adaptar as suas operações à pandemia de covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O número de infeções pelo novo coronavírus em África ultrapassou hoje a marca dos 6.000 casos (6.313), registando-se 221 mortes em 49 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente africano.

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