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África do Sul. Filas em centros comerciais durante recolher obrigatório

Longas filas de milhares de pensionistas sul-africanos em centros comerciais marcam hoje o quarto dia de recolher obrigatório de 21 dias decretado para conter a pandemia da civid-19 no país.

África do Sul. Filas em centros comerciais durante recolher obrigatório

O Governo atenuou as restrições de transporte público de pessoas anunciadas no âmbito do confinamento obrigatório para a contenção da propagação do vírus em vigor desde as 00:00 de 27 de março, segundo o canal público SABC.

No centro comercial Jabulani, no Soweto, cidade satélite no sudeste de Joanesburgo com cerca de metade dos 4,5 milhões de habitantes na área metropolitana da capital sul-africana, as filas de espera para a Segurança Social (SASSA, na sigla em inglês) começaram às 4:30 (3:30 de Lisboa) da manhã de hoje, disse por seu lado um pensionista ao canal ENCA.

O ajuntamento de pensionistas e utentes da Segurança Social, acompanhados por jovens e crianças à entrada do centro comercial de Jabulani, está a ser feito sem observar o distanciamento social e as medidas de sanitização obrigatórias decretadas pelas autoridades na tentativa de evitar o contágio da doença.

A presença da polícia e dos militares do exército sul-africano, destacados na passada sexta-feira para impor o confinamento de 21 dias, também não é visível nas imagens transmitidas pelas televisões sul-africanas.

Situação idêntica acontece em outros pontos de pagamento de pensões e subsídios da SASSA por todo o país, maioritariamente localizados em centros comerciais, reporta a televisão sul-africana.

Segundo as imagens, milhares de populares aproveitaram também o dia de hoje para se deslocarem em massa aos centros comerciais, ignorando as medidas de contenção decretadas na semana passada pelo Presidente da República.

A África do Sul regista duas mortes por covid-19 e o número de infeções da doença no país passou de 1.187 casos positivos no sábado para 1.280 no domingo, segundo dados divulgados pelo ministro da Saúde, Zweli Mkhize.

Na província de Gauteng, envolvente a Joanesburo e Pretória (atual Tshwane), epicentro da pandemia no continente africano, o número de casos de infeção passou de 533 casos no sábado para 584 casos positivos.

No domingo, o ministro da Saúde anunciou a segunda vítima mortal da covid-19 no país.

"O homem de 74 anos estava no ICU e em ventilação num hospital privado em Ladysmith. Ele visitou o Parque Nacional Kruger com a família e voltou com sintomas de gripe, testou positivo para covid-19 em 27 de março de 2020", adiantou Mkhize, citado no comunicado.

Na sexta-feira, o governante sul-africano havia anunciado as primeiras duas mortes de covid-19 no Cabo Ocidental, sudoeste do país - duas mulheres de 48 e 28 anos respetivamente.

Todavia, em comunicado divulgado no final do mesmo dia, Mkhize referiu que a segunda paciente de 28 anos morreu à chegada às urgências na madrugada de sexta-feira e que o teste covid-19 se revelou negativo.

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