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Von der Leyen defende "orçamento europeu forte" para enfrentar crise

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu hoje um "orçamento europeu forte" como forma de responder à crise gerada pela pandemia de covid-19 na União Europeia (UE) e de relançar a economia comunitária.

Von der Leyen defende "orçamento europeu forte" para enfrentar crise

"Esta é uma crise [sanitária] que gera necessidade de relançar a economia e, para isso, é bastante importante haver um forte orçamento europeu", declarou Ursula von der Leyen, falando aos jornalistas numa videoconferência após o Conselho Europeu que decorreu esta noite (também por esta via).

Intervindo na ocasião, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, manifestou uma posição semelhante: "Precisamos de uma estratégia de recuperação e de utilizar todos os instrumentos europeus, um dos quais é o orçamento europeu".

"É importante estarmos preparados e ter uma estratégia de recuperação", insistiu o responsável do Conselho.

Porém, antes da atual crise, havia uma outra na UE, pautada por negociações falhadas sobre o Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para 2021-2027, dadas as posições divergentes dos Estados-membros e das instituições europeias e a proximidade ao final do atual programa.

Numa cimeira de líderes realizada em fevereiro passado em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo da UE falharam um acordo sobre o orçamento pós-2020, com os 27 a rejeitarem liminarmente a proposta orçamental colocada sobre a mesa por Charles Michel.

Hoje, na sua intervenção, Ursula von der Leyen vincou que outra das formas de enfrentar a crise gerada pela covid-19 passa por "ter o mercado único a funcionar e [por] garantir que as cadeias logísticas funcionam".

"Quase todos os Estados-membros tiveram de adotar medidas para abrandar a sua vida pública e isto abrandou drasticamente a economia, sendo que nalguns países houve um bloqueio completo", observou a presidente da Comissão.

Já questionada sobre como e quando poderá ser feito o levantamento de tais restrições, Ursula von der Leyen indicou que "a propagação do vírus determina o ritmo a que se deve progredir".

"Temos de analisar com os nossos cientistas, virologistas e epidemiologistas o que eles recomendam como possíveis prazos e sobre fatores que temos de ter em conta aquando do levantamento das medidas e em que regiões", referiu, garantindo, sem precisar, que estão a ser considerados "diferentes cenários".

De acordo com a líder do executivo comunitário, este é um "dilema constante" dado o "peso diário" destas medidas restritivas na economia europeia.

Já Charles Michel referiu que a Comissão e o Conselho vão "trabalhar em conjunto para apresentarem uma proposta nas próximas semanas" sobre o levantamento das restrições.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 108.900 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 275.000 infetados e 16.000 mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos.

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