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Solidária com a Turquia, NATO exorta Assad e Moscovo a parar ofensiva

Os membros da NATO, hoje reunidos de urgência em Bruxelas a pedido de Ancara devido à situação na Síria, expressaram "total solidariedade" com a Turquia e exortaram o regime sírio e a Rússia a pararem os "ataques indiscriminados" em Idlib.

Solidária com a Turquia, NATO exorta Assad e Moscovo a parar ofensiva
Notícias ao Minuto

12:10 - 28/02/20 por Lusa

Mundo Síria

"Os Aliados ofereceram as mais profundas condolências pela morte de soldados turcos nos bombardeamentos de ontem (quinta-feira) à noite em Idlib e expressaram a sua total solidariedade com a Turquia. Os Aliados condenam os contínuos ataques aéreos indiscriminados levados a cabo pelo regime sírio e pela Rússia na província de Idlib. Exorto-os a parar a sua ofensiva, a respeitar a lei internacional e a apoiar os esforços da ONU para uma solução pacífica", declarou o secretário-geral da Aliança Atlântica.

Jens Stoltenberg, que falava numa conferência de imprensa após a reunião do Conselho do Atlântico Norte (ao nível de embaixadores), comentou que "a reunião de hoje é um sinal claro de solidariedade com a Turquia" e sublinhou que "a Turquia é um aliado válido da NATO e aquele mais afetado pelo terrível conflito na Síria, o que sofreu mais ataques terroristas, e que abriga milhões de refugiados".

"A NATO continua a apoiar a Turquia com um leque de medidas, incluindo um reforço das suas defesas antiaéreas, o que ajuda a Turquia contra a ameaça de ataques de mísseis desde a Síria", apontou.

O secretário-geral da Aliança Atlântica reforçou que "esta situação perigosa" no noroeste da Síria "tem de ser contida" e, falando em nome dos 29 Aliados - entre os quais Portugal -, solicitou "um regresso imediato ao cessar-fogo, para evitar um agravamento da situação humanitária já horrenda e para permitir acesso humanitário urgente àqueles encurralados em Idlib".

Lembrando que, "sob o artigo 4.º do Tratado, qualquer Aliado pode solicitar uma consulta quando, na sua opinião, a sua integridade territorial, independência política ou segurança estão sob ameaça", Stoltenberg revelou que a reunião de consulta hoje celebrada em Bruxelas foi solicitada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros turco, numa chamada telefónica na quinta-feira à noite.

Depois de hoje a Turquia ter informado os restantes Aliados sobre os mais recentes desenvolvimentos na Síria, a NATO pediu a Ancara que continue a dar conta regularmente da situação e garantiu que a Aliança vai "continuar a seguir os desenvolvimentos de perto".

O pedido de consultas da Turquia com a NATO ocorreu depois de pelo menos 33 soldados turcos terem sido mortos em combates com unidades do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Em resposta, o exército turco iniciou bombardeios aéreos e terrestres em posições sírias na parte norte do país árabe na noite de quinta-feira.

Em comunicado, o porta-voz da presidência turca, Fahrettin Altun, disse que "os objetivos do regime [sírio] foram atacados com o apoio do fogo aéreo e terrestre".

Por sua vez, o porta-voz do partido no poder do AKPOmer Çelik, disse em declarações à emissora CNNTurk que o Governo turco conversaria com os membros da NATO hoje porque "um ataque à Turquia é um ataque à NATO".

A Turquia elevou hoje para 33 o número de mortos num ataque aéreo realizado na quinta-feira pelo Governo sírio no noroeste do país, um recorde de vítimas fatais para a Turquia num só dia desde 2016.

As mortes representam uma grave escalada no conflito direto entre a Turquia e as forças sírias apoiadas pela Rússia e que está ser travado desde o início de fevereiro.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar fogo imediato na Síria e avisou que "se não se agir rapidamente, o risco de uma escalada ainda maior aumenta de hora a hora".

Pouco antes, os Estados Unidos pediram ao regime sírio, à Rússia e às forças apoiadas pelo Irão que ponham termo à "ofensiva hedionda" na província de Idlib, e o próprio Stoltenberg já apelara uma vez mais na quinta-feira ao fim dos "ataques aéreos cegos do regime sírio e do seu aliado russo".

Na noite de quinta-feira, os militares turcos iniciaram uma série de bombardeamentos, por ar e terra, a todas as posições sírias conhecidas na região de Idlib, depois das mortes dos soldados em ataques aéreos sírio-russos.

Segundo a imprensa turca, o exército estava a ajudar milícias sírias na reconquista da cidade de Saraqeb, situada na autoestrada entre Damasco e AlepoSaraqeb foi conquistada há três semanas pelas forças sírias.

Há semanas que Ancara insiste com Moscovo para que trave o avanço do regime de Bashar al-Assad, mas sem sucesso.

Uma delegação russa está em Ancara desde quarta-feira para negociar um cessar-fogo em Idlib, mas não são conhecidos pormenores das conversações.

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