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Colômbia lança ofensiva contra expansão do tráfico de droga nos parques

A Colômbia anunciou hoje que lançou uma ofensiva militar contra a expansão do tráfico de droga nos parques naturais onde, segundo o Governo, grupos armados provocam fogos florestais para instalar plantações de coca.

Colômbia lança ofensiva contra expansão do tráfico de droga nos parques

"A força pública não se vai retirar dos parques nacionais naturais onde os criminosos pretendem instalar-se (...). Vamos endurecer a ofensiva militar para os extirpar", declarou o ministro da Defesa, Carlos Holmes Trujillo, durante uma conferência de imprensa.

O ministro atribuiu aos ex-guerrilheiros que rejeitaram o acordo de paz de 2016 a autoria de um incêndio que, na semana passada, destruiu 700 hectares no Parque Nacional Natural da Serra da Macarena, no sul, antigo bastião das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), hoje transformadas em partido político.

As autoridades acusaram os dissidentes das FARC de "utilizar os camponeses para cometerem este massacre contra a natureza".

A propósito, Trujillo declarou: "O que se passou na Macarena é um crime contra o ambiente (...). Os que hoje promovem os incêndios são os delinquentes que querem destruir as florestas e envenenar os rios para plantar a coca", matéria-prima da cocaína.

O governante adiantou que vai ser criada uma força especial ambiental para defender os recursos naturais da Colômbia, país onde a biodiversidade é a maior do mundo depois do Brasil, segundo a ONU.

Em 2019, o Governo do Presidente Iván Duque lançou a Operação Artemisa contra a desflorestação, depois da destruição de mais de 197 mil hectares de floresta em 2018, em particular na Amazónia.

Além do abate indiscriminado de árvores para arranjar espaço para a agricultura, a exploração mineira ilegal e as plantações de coca ameaçam as riquezas naturais colombianas.

Cerca de 5% dos 169 mil hectares de plantações de coca detetadas em 2018 encontravam-se nas zonas protegidas da Colômbia, primeiro produtor de cocaína dos quais os EUA são os principais consumidores, segundo os números oficiais.

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