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Argélia. Manifestações prosseguem a uma semana do aniversário do "Hirak"

Dezenas de milhares de pessoas regressaram hoje às ruas em várias cidades da Argélia na 52.ª sexta-feira consecutiva de manifestações de exigência do fim do "sistema" no poder, a libertação dos detidos e uma justiça independente.

Argélia. Manifestações prosseguem a uma semana do aniversário do "Hirak"
Notícias ao Minuto

18:15 - 14/02/20 por Lusa

Mundo Argélia

A uma semana do primeiro aniversário do "Hirak", o inédito movimento de protesto popular que decorre na Argélia desde 22 de fevereiro de 2019, alguns milhares de pessoas voltaram a ocupar o centro da capital Argel e ecoaram "Estado civil e não militar", a principal palavra de ordem do "Hirak".

"Celebramos um ano do 'Hirak', de manifestações e marchas. Se for necessário prosseguir por mais um ano, assim o farei pelo meu país" até à mudança de regime, referiu Salima, 55 anos, uma professora universitária, citada pela agência noticiosa AFP.

"O primeiro objetivo foi atingido, a libertação da palavra. Agora, queremos uma mudança real", afirmou. De acordo com portais independente na Internet, também ocorreram protestos em mais de 20 cidades e localidades do país magrebino, incluindo na região da Cabília onde se concentra a minoria berbere.

O "Hirak", desencadeado em 22 de fevereiro de 2019 para contestar a perspetiva de um quinto mandato do presidente Abdelaziz Bouteflika, obteve em 02 de abril a demissão do chefe de Estado, no poder há 20 anos.

Desde então, o movimento exige uma verdadeira rutura com o "sistema" político em vigor desde a independência em 1962, na sequência de uma "guerra de libertação" de oito anos contra o jugo colonial francês.

Pelo menos uma bandeira "amazigh" (berbere), banida pela hierarquia militar, reapareceu hoje nas ruas de Argel, com os polícias a tentar em vão retirá-la durante o cortejo.

À semelhança de todas as sextas-feiras, foram exibidos no protesto de hoje as fotos de ativistas detidos, com destaque para Karim Tabbou, uma figura do movimento que permanece na prisão.

Várias dezenas de detidos e ativistas do "Hirak" foram libertados desde janeiro, após terem cumprido pena ou por falta de provas, mas cerca de uma centena ainda estão detidos.

No desfile de hoje, os manifestantes na capital também prestaram homenagem a Mohamed Belhadi, procurador-adjunto do tribunal de Sidi M'hamed (centro de Argel), destituído de funções esta semana por ter pedido a libertação dos manifestantes do "Hirak", e defensor de uma "justiça independente".

Sem uma estrutura formal, o "Hirak" emite alguns sinais de divisão sobre a estratégia a seguir quando se preparara para iniciar o seu segundo ano de protestos, em particular a pertinência e modalidades de eventuais negociações com o poder, e a forma que deverá assumir o futuro da contestação.

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