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Pompeo visitará a Ucrânia em pleno julgamento político do caso ucraniano

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, desloca-se à Ucrânia, país no cerne do processo de 'impeachment', no momento em que decorre o julgamento político contra o presidente Donald Trump.

Pompeo visitará a Ucrânia em pleno julgamento político do caso ucraniano

Enquanto, na próxima semana, continuarão a decorrer os trabalhos do julgamento para a destituição do presidente, no Senado - onde Trump é acusado de abuso de poder e de obstrução ao Congresso, por ter pressionado o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, para este investigar a família de Joe Biden, rival político e pré-candidato do partido Democrata às eleições presidenciais de novembro próximo - o chefe da diplomacia norte-americana visitará a capital da Ucrânia, no âmbito de uma digressão pela Europa e Ásia Central.

Desde novembro, Pompeo cancelou por duas vezes os planos de visitar a Ucrânia, a última das quais devido à escalada de tensão com o Irão, após o assassínio de um alto comandante iraniano no Iraque, no final do ano passado.

A visita deve realizar-se na próxima semana, em pleno julgamento político de Trump, enquanto os senadores avaliam se houve crimes passíveis de remoção do Presidente pela sua interferência junto do seu homólogo ucraniano, para alegado benefício pessoal, na luta contra os adversários Democratas.

Na digressão diplomática, Pompeo visitará ainda o Reino Unido, a Bielorrússia, o Cazaquistão e o Uzbequistão.

Em Londres, o secretário de Estado vai encontrar-se com o primeiro-ministro, Boris Johnson, para "reafirmar a relação especial" entre os dois países aliados e para "discutir como expandir e aprofundar os laços comerciais" após o 'Brexit', segundo nota do Departamento de Estado.

Donald Trump foi um dos mais fervorosos adeptos do divórcio político entre Londres e Bruxelas e tem prometido um "magnífico acordo comercial" bilateral com o Reino Unido, quando os britânicos se libertarem das amarras comunitárias.

Em Kiev, Pompeo tem reuniões marcadas com o Presidente Zelenskiy e com os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, "para destacar o apoio dos EUA à soberania e integridade territorial da Ucrânia.

No processo de 'impeachment', Trump é acusado de ter ameaçado reter um pacote de ajuda militar no valor de vários milhões de dólares, bem como uma reunião com Zelenskiy na sala oval da Casa Branca, se o Presidente ucraniano não anunciasse que estava a investigar a atividade do filho de Joe Biden, Hunter, junto de uma empresa da Ucrânia envolvida num caso de corrupção.

Os Democratas consideram que Trump colocou os seus interesses pessoais à frente dos interesses do país, o que constitui um crime passível de destituição, no caso ucraniano, onde os Estados Unidos são um aliado fundamental no combate contra a estratégia expansionista da Rússia, que anexou o território da Crimeia, em 2014, contra as leis internacionais.

Durante a sua visita na próxima semana, Pompeo homenageará os ucranianos que morreram no conflito com a Rússia e, de acordo com o Departamento de Estado, irá reiterar que os Estados Unidos nunca reconhecerão a anexação da Ucrânia, procurando desmentir a versão da oposição a Trump, de que o Governo norte-americano procurou desproteger os seus aliados.

De acordo com a acusação no processo de 'impeachment', Trump usou o seu advogado pessoal Rudolph Giuliani para desenvolver uma diplomacia paralela, na Ucrânia, para tentar incriminar a família Biden em processos de corrupção, tendo mesmo afastado a então embaixadora norte-americana em Kiev Marie Yovanovitch, para atingir os seus intentos.

Donald Trump rejeita estas acusações, dizendo que nunca exerceu nenhuma pressão ilegítima sobre Zelenskiy, limitando-se a pedir-lhe para ele combater a corrupção no seu país, incluindo aquela que afetava a empresa em que colaborava o filho de Biden, para se assegurar de que os Estados Unidos não estavam a ajudar um Governo cúmplice desse tipo de práticas ilícitas.

Trump considera que não há motivo para 'impeachment', muito menos para que sejam aprovados os artigos de destituição, o que levaria à sua remoção do cargo, mas que deverá ser impedido pela maioria republicana no Senado (53-47).

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