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Equipa jurídica de Trump considera "perigoso" o julgamento político

A equipa jurídica de Donald Trump apresentou hoje a sua estratégia de defesa para o julgamento político do Presidente dos EUA que se inicia terça-feira no Senado, dizendo que o processo de 'impeachment' é "perigoso" e "ilegal".

Equipa jurídica de Trump considera "perigoso" o julgamento político

Numa carta de seis páginas, hoje tornada pública, a defesa de Trump alega que os dois artigos para destituição - onde o Presidente é acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso -- são "constitucionalmente inválidos".

A equipa jurídica de Trump diz mesmo que este processo é "um perigoso ataque ao direito dos americanos escolherem livremente o seu presidente", no documento onde é delineada a linha de defesa para o julgamento político no Senado.

O primeiro artigo para destituição acusa Trump de abuso de poder, considerando que, "usando os seus poderes, o presidente solicitou a interferência de um governo estrangeiro, a Ucrânia, nas eleições presidenciais de 2020", referindo-se ao pedido para que o presidente Volodymyr Zelensky investigasse a atividade da família Biden junto de uma empresa ucraniana.

O segundo artigo, acusa Trump de obstrução ao Congresso, considerando que "sem motivo ou desculpa legal, o presidente ordenou que agências, departamentos e funcionários do braço executivo não cumprissem as requisições do Congresso", referindo-se ao impedimento de depoimentos de testemunhas e entrega de documentos relevantes para o processo.

A equipa de defesa de Trump - constituída por um leque de famosos advogados, também com carreira política ou nos media, incluindo o antigo procurador-especial Kenneth Starr e o jurista Alan Dershowitz - anunciou que vai insistir na ideia de que o presidente "não fez nada de errado"

Numa entrevista à cadeia televisiva ABC, Dershowitz explicou que a sua função na equipa de juristas será tentar provar que não vê na argumentação dos dois artigos de 'impeachment' qualquer indício de crime, que possam levar à demissão do presidente.

Perante os argumentos dos democratas -- que vão acusar o presidente de tentar pressionar um líder estrangeiro a investigar um rival político -- os republicanos preparam-se para rejeitar os dois artigos, invocando "falta de sustentação jurídica" para enquadrar o telefonema de Trump para Zelensky como um crime passível de destituição.

Responsáveis republicanos garantem que a disciplina partidária, avisando que estarão unidos na sua maioria no Senado (53 contra 47) para rejeitar os artigos para destituição redigidos pelos democratas, impedindo uma aprovação com 2/3 de votos que conduziria à demissão de Donald Trump.

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