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Fotografia de mãe ao telefone com filho preso por 'coleira' gera polémica

Fotografia da mulher foi partilhada nas redes sociais sem autorização.

Fotografia de mãe ao telefone com filho preso por 'coleira' gera polémica

Uma mulher foi fotografada, na semana passada, em Minas Gerais, no Brasil, com o filho preso por uma 'coleira' enquanto olha para o telemóvel.

A imagem foi partilhada nas redes sociais e rapidamente se tornou viral no país.

“Quando você pensa que já viu de tudo, aparece uma mulher com o filho na coleira para mexer no celular [telemóvel, em português de Portugal]. Estamos do avesso mesmo”, escreveu o internauta que publicou a foto na legenda da mesma.

A mulher foi amplamente criticada e já reagiu, numa entrevista dada à revista brasileira Crescer.

“Está a circular uma foto minha com o meu filho na coleira e eu no telemóvel. Primeiro, o meu filho é autista, ele não entende que é para ficar perto de mim. Ele sai a correr para o meio da rua. Segundo, eu estava parada a pedir um motorista. As pessoas não entendem, isso é para proteção e segurança dele. Eu vou apresentar queixa para chegar a quem fez isso. A pessoa que me expôs nas redes sociais sem saber nada da minha vida”, escreveu Amanda Massoni, de 27 anos.

A mulher descobriu que tinha sido fotografada e que a sua imagem estava a circular nas redes sociais quando foi a uma pizzaria. “Uma conhecida minha perguntou se eu tinha visto a minha fotografia na internet. Um primo tinha enviado para ela. Eu saí a chorar. Fiquei muito mal e triste. Vim para casa, ela enviou-me a foto e eu partilhei na minha página de Facebook explicando a todos que o meu filho é autista. Fomos totalmente expostos. Mas a pessoa que tirou a foto não”, explicou Amanda.

Além disso, esclarece a mulher, a 'coleira' não é daquelas que se usam nos animais. É uma “mochila guia”, feita para crianças. “Todas as vezes que saio com o meu filho para lugares movimentados, uso a mochila guia pois o meu filho não tem noção do perigo. Ele corre e morro de medo. Ele não gosta que eu o segure pelas mãos. Com mochila guia ele fica mais à vontade e protegido. Ele tem três anos e o grau de autismo dele é de leve a moderado”, justifica.

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