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Ministro: Exxon vende ativos e sai até junho da Guiné Equatorial

O ministro do Petróleo e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Obiang Lima, anunciou que a companhia petrolífera Exxon está em conversações para vender os ativos no país, podendo ser substituída por uma empresa russa, britânica ou equatoguineense.

Ministro: Exxon vende ativos e sai até junho da Guiné Equatorial

"Estamos a conversar com empresas da Rússia, do Reino Unido e da própria Guiné Equatorial" para substituírem a Exxon até junho, disse Obiang Lima, à margem da sua participação no Fórum Global de Energia do Conselho Atlântico, em Abu Dhabi.

Citado pelo Wall Street Journal (WSJ), o governante referiu que a venda dos ativos da Exxon no país não resulta de problemas fiscais, mas sim da vontade da empresa em querer focar-se noutras geografias e em retornos mais rápidos.

"Os termos fiscais não são o problema", disse Obiang Lima, explicando que "as empresas norte-americanas simplesmente querem lucros mais depressa" como os que conseguem numa área do Texas e do Novo México que já representa 20% da produção de petróleo norte-americana e impulsionou decisivamente a exploração de petróleo de xisto.

A venda dos ativos da Exxon inclui a sua participação no poço Zafiro, que, com os 90 mil barris bombeados diariamente, representa a maior parte da produção de cerca de 120 mil barris de petróleo por dia.

Contactado pelo WSJ, um porta-voz da Exxon confirmou que a petrolífera "está a dar informação a terceiros que possam ter um interesse ativo", mas acrescentou que "nenhum acordo foi alcançado e nenhum comprador foi identificado", vincando que uma potencial venda não afetaria as atividades de exploração na Guiné Equatorial.

A saída da Guiné Equatorial pode dar azo ao reforço da Rússia no país, que surge na sequência da cimeira entre a União Africana e a Rússia, no final do ano passado na estância veraneante russa de Sochi.

Os investimentos no petróleo de xisto nos Estados Unidos da América levou a um aumento sem precedentes da produção no país e uma redução da exposição a África e a outros locais mais arriscados do ponto de vista operacional, escreve o WSJ, lembrando os exemplos da Marathon Oil e da Occidental, que venderam as participações na Líbia, e o exemplo da Exxon e da Chevron, que estão a vender os ativos na Nigéria, o maior produtor da África subsaariana.

Na participação no Fórum em Abu Dhabi, Obiang Lima anunciou ainda uma série de memorandos de entendimento com várias petrolíferas, no seguimento da ronda de licitação para a exploração de poços, em 2019.

"Os resultados da Ronda EG 2019 são muito encorajadores e esperamos ver uma atividade robusta e sustentada de exploração na Guiné Equatorial depois da assinatura quando estes contratos forem assinados", disse o ministro, citado num comunicado.

O governante acrescentou que "em 2020, o Ano do Investimento vai ver a assinatura e a execução de vários contratos e projetos, não só na exploração, mas também na distribuição e perfuração".

A Guiné Equatorial bombeia cerca de 120 mil barris de petróleo por dia.

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