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Boris Johnson pede ao Irão "inversão urgente da escalada" da tensão

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu hoje ao Irão uma "inversão urgente da escalada" da tensão, condenando os ataques iranianos contra bases da coligação internacional no Iraque.

Boris Johnson pede ao Irão "inversão urgente da escalada" da tensão
Notícias ao Minuto

13:44 - 08/01/20 por Lusa

Mundo EUA/Irão

Boris Johnson defendeu por outro lado o assassínio do general Qassem Soleimani por forças dos Estados Unidos, afirmando que o militar também "tinha sangue de tropas britânicas nas mãos".

"Naturalmente condenamos o ataque contra as bases militares iraquianas que acolhem as forças da coligação", disse Johnson no parlamento britânico sobre o ataque com mísseis lançado por Teerão na noite de terça-feira, em represália pelo ataque norte-americano que matou Soleimani.

"O Irão não deve repetir estes imprudentes e perigosos ataques, deve antes trabalhar por uma inversão urgente da escalada", afirmou.

Boris Johnson disse que as informações de que dispõe apontam para que não tenha havido "nenhuma vítima" do lado norte-americano e também que "nenhum membro do pessoal britânico foi ferido".

Sobre o assassínio do general Soleimani, o chefe do governo do Reino Unido defendeu que os Estados Unidos têm "o direito de defender-se" e assegurou que o militar tinha um "papel funesto" na região e, enquanto responsável pelo armamento de milícias no Iraque, "tinha sangue de tropas britânicas nas mãos".

O aumento da tensão entre os Estados Unidos e o Irão levou o Reino Unido a decidir, na terça-feira, deslocar todo o pessoal britânico não-essencial para fora de Bagdad e enviar dois navios de guerra para escoltar os navios comerciais britânicos a navegar na zona do estreito de Ormuz.

Mais de uma dúzia de mísseis iranianos foram lançados hoje de madrugada contra duas bases iraquianas com tropas norte-americanas, em Ain al-Assad e Erbil.

O ataque foi reivindicado pelos Guardas da Revolução iranianos como uma "operação de vingança", em retaliação pelo assassínio por Washington do general Qassem Soleimani, comandante da sua força Al-Quds, na sexta-feira num ataque aéreo em Bagdad.

O Departamento de Defesa norte-americano confirmou que "mais de uma dúzia de mísseis" iranianos foram disparados contra as duas bases e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou na rede social Twitter que está em curso uma avaliação de vítimas e danos, mas que até agora "está tudo bem".

A televisão estatal iraniana referiu que aquela operação militar foi designada "Mártir Soleimani" e que matou "pelo menos 80 militares norte-americanos".

Segundo o diário britânico Guardian, além dos Estados Unidos e do Iraque, Austrália, Canadá e Reino Unido também disseram que nenhum do seu pessoal foi morto ou ferido.

O ministro da Defesa Nacional disse que os militares portugueses no Iraque estão "fora de qualquer tipo de perigo", aquartelados a mais de 200 quilómetros dos locais onde caíram os mísseis iranianos.

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