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Espanha e Dinamarca: Casos em que hipotermia quase matou e também salvou

O caso de uma paragem cardiorrespiratória com reanimação mais longo de que há registo em Espanha traz à memória o incidente com estudantes que aconteceu em 2011 na Dinamarca. Em ambos os casos, a hipotermia severa quase matou mas também foi a razão pela qual foi possível a reanimação.

Espanha e Dinamarca: Casos em que hipotermia quase matou e também salvou

Uma mulher britânica de 34 anos de idade ressuscitou depois de mais de seis horas em paragem cardiorrespiratória, no passado dia 3 de novembro, naquele que é o caso de uma paragem cardiorrespiratória com reanimação mais longo de que há registo em Espanha.

Audrey Mash [na imagem acima, com a equipa de médicos catalães], uma turista britânica, foi surpreendida por um nevão nos Pirinéus, tendo sido resgatada pelos bombeiros em estado de hipotermia severa.

Este caso traz à memória um outro, noticiado recentemente, que também chamou a atenção mundial: as sete crianças dinamarquesas que foram declaradas clinicamente mortas por hipotermia, depois de terem caído ao mar, em 2011, e que 'ressuscitaram' horas depois.

Os sete estudantes tinham sido vítimas de hipotermia extrema, que lhes parou o coração mas também abrandou o metabolismo. Isto significa que os seus órgãos tiveram possibilidade de retomar as suas funções depois de aquecidos. 

A hipotermia é considerada severa quando o corpo tem uma temperatura abaixo dos 30ºC e Audrey, por exemplo, estava com uma temperatura de 18ºC quando chegou ao hospital. "É o grau extremo de hipotermia: estava inconsciente, não respirava, não tinha pulso, é aquilo que conhecemos como morte aparente", disse o médico Chus Cabañas, responsável territorial dos serviços de urgência na Catalunha Central

A hipotermia "esteve a uma unha negra de lhe causar a morte, mas, ao mesmo tempo, também a salvou, uma vez que o seu organismo, principalmente o cérebro, não sofreu danos", disse Eduard Argudo, um dos médicos que a atendeu.

Neste tipo de quadro clínico, a principal preocupação dos médicos é o cérebro, porque com privação de oxigénio morrem dois milhões de células cerebrais a cada minuto. Os médicos foram aquecendo o corpo de Audrey - assim como fizeram com os estudantes, em 2011, é algo que tem de ser feito de forma gradual - e fizeram o possível para que o seu coração voltasse a bater de forma autónoma depois da reanimação, que só aconteceu mais de seis horas depois.

Audrey recuperou totalmente a consciência e ficou sem nenhuma sequela. "Agora estou feliz, tive sorte, tenho que agradecer. Estou viva", disse, em entrevista ao El Mundo. A britânica sublinhou que só tem a agradecer à equipa que a acompanhou. "A equipa médica fez mais do que o normal".

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