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Polícia faz operação contra contrabandistas de ouro do Brasil e Venezuela

A polícia brasileira realizou hoje uma operação para desarticular uma organização criminosa que seria responsável pelo comércio ilegal de pelo menos 1,2 toneladas de ouro do Brasil e da Venezuela.

Polícia faz operação contra contrabandistas de ouro do Brasil e Venezuela
Notícias ao Minuto

16:14 - 06/12/19 por Lusa

Mundo Brasil

Em comunicado, a Polícia Federal brasileira informou que mais de 150 agentes cumprem 17 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 48 buscas e apreensões e 15 de bloqueios de bens, nos estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e São Paulo.

Os mandados foram expedidos pela 4ª. Vara Federal de Roraima e determinam o bloqueio de até 102 milhões de reais (22 milhões de euros) dos envolvidos.

A operação foi motivada por investigações que tiveram início em setembro de 2017, após a apreensão de aproximadamente 130 gramas de ouro no Aeroporto de Boa Vista, capital do estado brasileiro de Roraima, destinados a uma empresa em São Paulo.

O inquérito descobriu que um grupo criminoso composto por venezuelanos e brasileiros, em Roraima, terá comprado ilegalmente ouro extraído ilegalmente na Venezuela e no Brasil.

O contrabando de ouro contou com o auxílio de alguns funcionários públicos que teriam recebido subornos para dar um aspeto de legalidade ao metal através da emissão de documentos falsos por empresas fantasma.

O ouro seria então comercializado para uma empresa especializada na recuperação de minérios, localizada no interior de São Paulo, que mesmo com os indícios de irregularidades acerca da origem do minério, o receberia e venderia para o exterior.

A polícia brasileira suspeita que o grupo tenha movimentado pelos menos 1,2 toneladas de ouro entre os anos de 2017 e 2019.

Na cotação atual, o montante de minério representa mais de 230 milhões de reais (49,8 milhões de euros).

"Se o procedimento regular de importação houvesse ocorrido, a Receita Federal do Brasil estima que seriam devidos aproximadamente 26 milhões [5,6 milhões de euros] apenas em tributos federais, desconsiderando juros e multa", refere um comunicado da polícia brasileira.

Na nota acrescenta-se que "apenas no ano de 2018, a empresa que recebia o ouro em São Paulo teria exportado mais de mil milhões de reais [220 milhões de euros] em ouro e mais que triplicado seu lucro nos últimos três anos".

A empresa suspeita também que terá comprado o metal precioso de um outro grupo, baseado no Amapá, alvo da operação Ouro Perdido da Polícia Federal, realizada em junho deste ano.

Um dos alvos da operação possui ordem de prisão em aberto expedida pela justiça da República Dominicana por tráfico de drogas, branqueamento de capitais e consta em lista de difusão vermelha da Interpol.

Os principais crimes investigados na operação realizada hoje são participação em organização criminosa, contrabando, corrupção, branqueamento de capitais, recetação e crimes de falsidade ideológica e de documento público.

Se condenados, os líderes do esquema podem ter penas que ultrapassam 50 anos de prisão.

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