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Leyen admite que não quer "outros" a preencher "vazio" da UE nos Balcãs

A presidente eleita da Comissão Europeia defendeu hoje que a União Europeia deve aprofundar os laços com os países dos Balcãs Ocidentais, pois se não o fizer "outros aproveitarão esse vazio", algo que não é do interesse estratégico europeu.

Leyen admite que não quer "outros" a preencher "vazio" da UE nos Balcãs

Numa conferência de imprensa em Berlim, após uma reunião com a chanceler Angela Merkel, Ursula von der Leyen, referindo-se em concreto à falta de acordo entre os 28 para a abertura formal de negociações de adesão com a Macedónia do Norte e a Albânia, comentou que estes dois países dos Balcãs "esforçaram-se muitíssimo" por cumprir todos requisitos reclamados pela UE e merecem reconhecimento por isso.

Nesse sentido, defendeu que, enquanto o Conselho entender que os países candidatos ainda não cumprem todos os requisitos, o bloco comunitário deve "desenvolver projetos comuns que contribuam a vincular esses Estados à União Europeia", e prometeu que o seu executivo comunitário "colocara todas as suas forças" nesse estreitamento de laços.

"Se não o fizermos, outros aproveitarão este vazio, e isso é algo que não queremos (...) Do ponto de vista dos interesses europeus estratégicos, parece-me extremamente importante que estes países não percam a esperança na perspetiva da adesão à União Europeia", disse a futura presidente da Comissão Europeia.

No Conselho Europeu celebrado em 17 e 18 de outubro em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo dos 28 deveriam tomar uma decisão sobre a recomendação da Comissão Europeia de maio passado no sentido de serem abertas negociações de adesão com os dois países dos Balcãs Ocidentais, face aos progressos feitos por Macedónia do Norte e Albânia, mas falharam a adoção de uma posição conjunta.

Uma grande maioria dos Estados-membros -- concretamente 25 -- estão de acordo com a recomendação da Comissão, mas França decidiu bloquear qualquer nova abertura de negociações enquanto não houver uma reforma da política de alargamento da UE, enquanto Dinamarca e Holanda consideram que a Macedónia do Norte está pronta a iniciar negociações, mas não a Albânia.

No final dessa cimeira, muitos lamentaram a falta de acordo entre os 28, tendo o primeiro-ministro, António Costa, advertido que a credibilidade externa da União Europeia depende da capacidade europeia de honrar os compromissos que assume perante aqueles a quem impõe condições.

O primeiro-ministro português notou a frustração que supõe para um país que "cumpriu todos os requisitos que lhe foram exigidos, e no caso da Macedónia do Norte teve mesmo de alterar o seu próprio nome", não ter a resposta que "necessariamente esperava", a da abertura das negociações.

Também a Comissão Europeia lamentou que os Estados-membros não tenham ainda seguido a sua recomendação de abrir negociações com Macedónia do Norte e Albânia, depois de todas as reformas implementadas por estes dois países, em linha com os requisitos fixados pela UE, e advertiu para os riscos de ignorar os Balcãs Ocidentais, tendo o comissário do Alargamento, Johannes Hahn, pedido mesmo desculpa aos cidadãos dos dois países.

A Macedónia do Norte é candidata à UE desde 2005 -- tendo inclusivamente mudado o nome, pois a Grécia rejeitava a sua adesão enquanto Antiga República Jugoslava da Macedónia --, e a Albânia pediu para aderir em 2014.

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