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Grupos armados atacam camiões nas principais estradas de Moçambique

Grupos armados atacaram hoje dois camiões no Centro de Moçambique, na sequência de incursões que ocorrem desde agosto na zona, mas desta vez sem provocar mortes nem feridos, disseram à Lusa fontes civis e das autoridades.

Grupos armados atacam camiões nas principais estradas de Moçambique

Um camião cisterna que partiu do porto da Beira com destino ao Maláui foi atingido por vários tiros na Estrada Nacional 6, o principal corredor rodoviário do centro do país.

Num vídeo que colocou a circular nas redes sociais, o motorista do camião alerta para o perigo: "a coisa está feia aqui, acabo de ser atacado em aproximação ao Inchope", povoação onde se cruzam a EN6 e a EN1.

Nesse vídeo, o motorista mostra a cisterna perfurada em vários pontos e a jorrar combustível para a estrada, sendo que fontes locais indicaram à Lusa que o mesmo já seguiu viagem depois de conter o derrame.

Numa outra estrada principal, a EN1, no troço Inchope - Muxungue, um camião de mercadorias foi alvejado quando seguia do entroncamento rodoviário para o interior.

Ambas as ocorrências registaram-se dentro dos limites do distrito de Gôndola, província de Manica.

Os ataques na região já provocaram dez mortos desde agosto e intensificaram-se depois das eleições gerais e provinciais de 15 de outubro em que o partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), registou vitórias avassaladoras.

A polícia responsabiliza guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), oposição, pelos ataques, sem fazer distinção entre o braço armado do partido e um grupo de dissidentes liderados por Mariano Nhongo, que renunciou à liderança de Ossufo Momade em junho e ameaçou destabilizar a região.

A Renamo tem respondido à polícia negando qualquer relação entre os homens armados sob seu comando - porque esse, diz, estão a cumprir com o acordo de desarmamento - e os ataques, apelando à polícia para deter os responsáveis.

"Se as Forcas de Defesa e Segurança são incapazes de debelar este grupo (da autoproclamada Junta Militar da Renamo, de Mariano Nhongo), então não culpem a Renamo pelos ataques", disse José Manteigas à Lusa, insistindo que a "Renamo está comprometida com o acordo de paz e tem agido de boa fé para o preservar".

O mesmo tipo de violência naquela região aconteceu em 2015, em período pós-eleitoral, quando Afonso Dhlakama (antigo líder da Renamo) rejeitou a vitória da Frelimo, mas negando o envolvimento nos confrontos.

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