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Líder catalão sugere novo referendo no Parlamento à revelia dos tribunais

O presidente do governo regional catalão, Quim Torra, esteve esta manhã no Parlamento e falou no direito à autodeterminação da Catalunha, algo que o Tribunal Constitucional havia desaconselhado sob pena de poder incorrer em responsabilidade penal.

Líder catalão sugere novo referendo no Parlamento à revelia dos tribunais

"Tem que se voltar a abrir as urnas à autodeterminação, nenhum tribunal vedará este presidente a qualquer iniciativa pelo direito à autodeterminação. Voltaremos a falar e a debater este direito à autodeterminação nesta Câmara", afirmou Quim Torra, esta manhã de terça-feira, no Parlamento catalão.

O líder da Generalitat compromete-se, assim, a voltar a debater a possibilidade de um referendo, à revelia das advertências do Tribunal Constitucional, que alertou Quim Torra, na quarta-feira, que poderia incorrer em responsabilidades, "incluindo penais", se entrar em incumprimento em relação à autodeterminação.

O Tribunal Constitucional, recorde-se, fez a advertência não só ao presidente do governo regional, mas também aos seus ministros e à presidência da assembleia regional. Em causa está a resolução do parlamento catalão que falava no direito à autodeterminação e que foi impugnada pelo governo central, liderado por Pedro Sánchez, tornando ilegal qualquer ação neste âmbito.

"Eu defenderei que, até ao final desta legislatura, no prazo mais breve possível, se volte a exercer o direito à autodeterminação. Se abrir as urnas à autodeterminação nos condena a 100 anos de prisão, deve-se voltar a abrir as urnas à autodeterminação", defendeu o líder do governo regional, numa mensagem que se segue ao pronunciamento feito na quarta-feira à noite, onde condenou os protestos violentos.

O líder catalão havia iniciado o seu discurso no Parlamento regional apelidando a sentença do Supremo Tribunal, anunciada na segunda-feira, como "infame" e pediu à causa independentista para "dar um passo em frente e dizer chega". "Não se pode aceitar esta vingança injusta sem ter remorsos. Não é preciso ser independentista nem catalão nem soberano para ver que é uma vergonha. O julgamento foi a encenação de uma sentença que já estava escrita", acrescentou.

Na segunda-feira, depois do Supremo Tribunal espanhol ter condenado os principais dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha a penas que vão até um máximo de 13 anos de prisão, foram desencadeados movimentos de protesto de grupos de independentistas em todo o território da comunidade autónoma.

Entre terça e quarta-feira, Barcelona foi palco de distúrbios e violência, com cargas policiais sobre manifestantes, confrontos, barricadas, incêndios, que obrigaram à supressão de vários serviços públicos e fizeram centenas de feridos. Os confrontos violentos de terça-feira resultaram em 125 feridos, tendo 18 deles dado entrada em hospitais, nenhum deles com gravidade. Na quarta-feira foram registadas pelo menos 41 pessoas feridas, segundo o Sistema de Emergência Médico (SEM).

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