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Justificação do Irão sobre ataques à Arábia Saudita é inaceitável

O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos considerou hoje inaceitável que o Presidente do Irão justifique os ataques a instalações petrolíferas da Arábia Saudita como uma defesa dos Huthis devido aos bombardeamentos sauditas.

Justificação do Irão sobre ataques à Arábia Saudita é inaceitável

"Justificar um ataque terrorista sem precedentes contra as instalações da Aramco com os desenvolvimentos da guerra no Iémen é completamente inaceitável", afirmou Anwar Gargash no Twitter oficial do país.

Anwar Gargash reagia a declarações do Presidente do Irão, Hassan Rohani, feitas na Turquia, onde se encontrou com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, e com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Rohani considerou na segunda-feira que os ataques da Arábia Saudita, reivindicados por rebeldes Huthis, foram "apenas uma defesa".

"O povo do Iémen não pode simplesmente ficar a olhar enquanto o seu país é destruído. Defende o seu país e realiza contra-ataques", disse o líder iraniano, referindo-se à ação reivindicada pelos rebeldes Huthis, que combatem a Arábia Saudita na guerra do Iémen.

No mesmo tweet, Gargash admitiu que "o ataque contra a Arábia Saudita é uma escalada perigosa em si mesma" e apelou aos países árabes e à comunidade internacional para que mantenham "a posição correta", ficando do lado da Arábia Saudita para ter "estabilidade e segurança na região".

A Arábia Saudita não acusou diretamente o Irão de lançar o ataque no sábado, preferindo esperar pelos resultados de uma investigação para a qual pediu a participação de especialistas internacionais e da ONU.

Por seu lado, a coligação liderada pela Arábia Saudita disse na segunda-feira que, com base nos resultados preliminares da investigação, as armas do ataque eram "iranianas" e que as ações não foram lançadas do Iémen, como alegaram os Huthis.

Segundo imagens de satélite divulgadas por órgãos de comunicação social norte-americanos, os dispositivos que lançaram o ataque terão sido disparados no Noroeste, onde estão localizados o Irão e o Iraque, e não do Iémen, a Sul da Arábia Saudita.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irão de ser responsável pelo ataque, embora as autoridades iranianas tenham negado qualquer envolvimento.

O conflito no Iémen começou no final de 2014, quando os rebeldes ocuparam a capital Sanaa e outras províncias do país e expulsaram o Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi, atualmente exilado na Arábia Saudita.

Riade e os seus aliados árabes intervêm militarmente no conflito desde março de 2015 para tentar derrotar os Huthis e recuperar o líder exilado, o que levou o Iémen a tornar-se no cenário da pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.

Os rebeldes Huthis ameaçaram na segunda-feira lançar novos ataques contra objetivos na Arábia Saudita.

A ação contra as duas refinarias da gigante petrolífera saudita Aramco, líder mundial, reduziu a produção de petróleo em cerca de 5,6 milhões de barris por dia e fez com que o preço do petróleo disparasse.

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