Duterte deve abordar a decisão de um tribunal internacional de 2016, sobre as disputas territoriais que há anos assombram as relações entre os dois países.
Com base em violações da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, o tribunal de Haia invalidou as reivindicações da China de praticamente todo o Mar do Sul.
Duterte, que tem reforçado os laços com Pequim, é criticado por nacionalistas e grupos de esquerda nas Filipinas, por não exigir à China que cumpra com a decisão do tribunal.
O Mar do Sul da China é de vital importância geoestratégica, já que ali circula 30% do comércio global e 12% da pesca mundial, contendo ricas reservas de petróleo e gás.
A China não reconhece a decisão do tribunal internacional e continuou a expandir a sua presença no território, militarizando uma série de ilhas e recifes disputados, sem que o governo de Duterte reclamasse, já que este reorientou a sua política externa para o gigante asiático, em troca de investimento no país.
Mas, em junho passado, uma colisão entre uma embarcação pesqueira filipina e uma embarcação chinesa em águas disputadas provocou a ira de vários grupos nacionalistas filipinos, apesar de Manila e Pequim terem minimizado o incidente.
Em maio passado, o líder filipino falou brevemente do assunto com Xi, mas o porta-voz presidencial das filipinas, Salvador Panelo, indicou que Duterte abordará desta vez o assunto de forma mais direta.
O secretário de Defesa das Filipinas, Delfin Lorenzana, pediu a Pequim este mês para explicar as movimentações dos navios de guerra chineses em águas reivindicadas pelas Filipinas e acusou a China de abusar.
Lorenzana disse que a China não pediu permissão para enviar vários navios de guerra pelo estreito de Sibutu, na ponta sul do arquipélago das Filipinas, em quatro ocasiões, entre fevereiro e julho.
Acusou ainda dois navios chineses que fazem prospeção de operar na zona económica exclusiva das Filipinas.
A China disse que está pronta para trabalhar com as Filipinas para proteger conjuntamente a segurança e a ordem marítima, mas ressalva que não mudou de posição.
Numa aparente tentativa de aliviar as tensões antes do encontro entre os dois chefes de Estado, uma associação de pescadores da província de Guangdong, no sul, pediu desculpas pela colisão com um barco de pesca das Filipinas, em junho passado.