Na sexta-feira, Rodrigo Duterte ordenou o "encerramento imediato" das instalações operadas pela Agência de Sorteios das Filipinas (PCSO, na sigla inglesa), que o Presidente acusou de "corrupção maciça".
"Não cumprirei nenhuma ordem de nenhum tribunal que nos impeça (...) de abrir uma investigação sobre a corrupção maciça no PCSO", afirmou Duterte, ao anunciar a controversa decisão.
Na sequência do anúncio, vários estabelecimentos fecharam portas durante o fim de semana, enquanto o chefe da polícia filipina, Oscar Albayalde, apelou no domingo à noite para que todos os outros suspendessem voluntariamente as atividades antes de hoje.
Em março, Duterte demitiu o líder da PCSO, Alexander Balutan, por alegada corrupção, à luz de uma investigação do Congresso.
A atual diretora, Royina Garma, já disse que vai cumprir a ordem presidencial, mas pediu a Durterte que reconsiderasse a decisão, alegando que a lotaria gera "receitas enormes que têm sido usadas para programas de saúde pública e atividades beneficentes".
Em 2018, a PCSO, agência inaugurada em 1954, obteve um recorde de receitas no valor de 63,5 mil milhões de pesos (mais de mil milhões de euros), mais 20% do que no ano anterior.
A lotaria estatal foi lançada em meados da década de 2000, para erradicar um jogo ilegal popular entre a classe trabalhadora, conhecido como "jueteng", cujos lucros foram largamente usados para subornar a polícia e políticos.
No primeiro ano, gerou mais de três mil milhões de pesos (cerca de 53 milhões de euros) e 62.500 empregos legais para os trabalhadores pobres que viviam do "jueteng".