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Síria: EUA diz que eventual ofensiva turca seria "inaceitável"

O novo responsável pelo Pentágono, Mark Esper, disse hoje que a ofensiva da Turquia no nordeste da Síria contra combatentes curdos seria "inaceitável" e advertiu que Washington impediria "qualquer incursão unilateral".

Síria: EUA diz que eventual ofensiva turca seria "inaceitável"

A Turquia está a negociar com os Estados Unidos a possível criação de uma "zona de segurança" em áreas controladas pelos Estados Unidos no norte da Síria, para separar a fronteira turca de algumas posições curdas.

Nos últimos dias, a Turquia declarou repetidamente que, se as propostas norte-americanas não forem "satisfatórias", lançará uma operação na Síria para estabelecer essa "zona de segurança" unilateralmente.

"Consideramos que qualquer ação unilateral da sua parte (Turquia) seria inaceitável", alertou Esper, durante um voo para Tóquio, a terceira etapa de sua primeira viagem internacional, que já o levou à Austrália e à Nova Zelândia.

"O que estamos a tentar fazer é encontrar um acordo que resolva as suas preocupações", acrescentou o responsável do Pentágono.

A Turquia renovou na segunda-feira o seu apelo para que os Estados Unidos parem de apoiar as Forças Democráticas da Síria (FDS), uma coligação de combatentes árabes-curdos que lutaram ao lado dos ocidentais contra os 'jihadistas' do Estado Islâmico (EI) na Síria.

"Esperamos que os Estados Unidos respondam positivamente ao nosso apelo para interromper a cooperação" com os curdos-sírios, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlüt Cavusoglu.

No domingo, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou lançar uma ofensiva contra as posições das Unidades de Proteção do Povo (YPG, componente curda das FDS) a leste do rio Eufrates.

Esper lembrou que o EI permaneceu ativo na região, apesar de ter perdido o território que controlava no norte da Síria e no Iraque.

Além disso, as FDS mantêm detidos milhares de 'jihadistas' locais e estrangeiros no norte da Síria, e os curdos, que têm medo de serem abandonados pelos ocidentais, advertiram que não poderiam continuar a mantê-los se fossem atacados pela Turquia.

"Não temos intenção de abandoná-los", disse Esper.

"O que vamos fazer é impedir incursões unilaterais que seriam contrárias aos interesses que compartilhamos - os Estados Unidos, a Turquia e as FDS - no norte da Síria", declarou ainda.

A Turquia considera as YPG um "grupo terrorista" que ameaça a sua segurança nacional.

De acordo com a imprensa turca, as negociações com os norte-americanos estão bloqueadas devido ao tamanho de uma eventual "zona de segurança".

Ancara reivindica uma faixa de 30 quilómetros, muito mais do que a proposta avançada por Washington. Além disso, a Turquia deseja ter o controlo exclusivo desta área.

Mark Esper disse que as negociações prosseguem nesta questão.

"Fizemos progressos em algumas das questões mais importantes", disse Esper, sem maiores detalhes.

"Continuaremos nossas discussões e estou confiante de que encontraremos uma solução no devido tempo", sublinhou.

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